Cerimónia do Alargamento

Sócrates faz balanço positivo


 

Lusa/AOonline   Agenda   22 de Dez de 2007, 18:51

 O primeiro-ministro considerou hoje que Portugal cumpriu todos os desafios a que se tinha proposto na presidência portuguesa da União Europeia, e voltou a adiar a questão da ratificação do Tratado de Lisboa para Janeiro.

"Fizemos exactamente aquilo que planeámos", afirmou José Sócrates, no final da cerimónia de alargamento do espaço Schengen à Eslovénia, que considerou marcar o final da presidência portuguesa, que termina a 31 de Dezembro.

    Confessando-se "aliviado" com o fim de "um momento de grande esforço e intensidade", o primeiro-ministro português disse também estar "feliz" com a forma como decorreu esta presidência.

    "Conseguimos realizar a cimeira com o Brasil, conseguimos o Tratado de Lisboa, conseguimos a cimeira com África, conseguimos finalizar o projecto Galileu e, finalmente, conseguimos concretizar este alargamento do espaço Schengen", enumerou.

    José Sócrates, juntamente com Durão Barroso, esteve sexta-feira e sábado em algumas das cerimónias que marcaram a adesão de nove novos países ao espaço Schengen: República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Eslováquia e Eslovénia.

    "Não poderia imaginar uma melhor forma de concluir" o mandato como presidente do conselho Europeu da União Europeia, disse o primeiro-ministro português ao seu homólogo esloveno, Janez Jansa.

   

    Hoje, na abolição das fronteiras entre Eslovénia e Itália, José Sócrates voltou a recusar dizer qual a forma de ratificação que o Governo irá propor para o Tratado de Lisboa: por referendo ou no Parlamento.

    "Isso veremos depois, quando acabar a presidência a 31 de Dezembro", disse.

    "Farei uma semana de férias e depois direi aos portugueses o que penso e haverá um debate no Parlamento, acrescentou, sem querer precisar uma data para esse anúncio.

    Em Skofije, Sócrates passou simbolicamente o testemunho ao próximo presidente do Conselho europeu, o primeiro-ministro da Eslovénia Janez Jansa, oferecendo-lhe um astrolábio, um instrumento de navegação marítima criado pelos portugueses.

    "Chama-se astrolábio. É para guiar o caminho na próxima presidência", afirmou o primeiro-ministro português, garantindo à Eslovénia "todo o apoio" de Portugal durante o próximo semestre.

    Em troca, Janez Jansa ofereceu a Sócrates um livro, com uma piada.

    "É o Tratado de Lisboa ratificado", afirmou, esclarecendo em seguida tratar-se de uma brincadeira.

    Na cerimónia, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, enalteceu o papel da Eslovénia no processo europeu.

    "A Eslovénia foi o primeiro e é o único país da ex-Jugoslávia que se tornou membro da União Europeia, foi o primeiro a aderir ao euro e será o primeiro a ter a responsabilidade da presidência do conselho", frisou Barroso, acrescentando que este país representa "um símbolo de esperança" para os Balcãs ocidentais.

    A Eslovénia celebrou hoje a entrada no espaço Schengen com uma grande produção: uma tenda gigante montada na zona fronteiriça de Skofije/Rabuiese acolheu vários momentos musicais, incluindo um grupo de bossa nova que interpretou o "Meu fado Meu" de Paulo de Carvalho.

    No final, o Governo esloveno condecorou quatro elementos da delegação portuguesa pelo contributo neste processo de alargamento: o actual ministro da Administração Interna, Rui Pereira, o seu antecessor no cargo, António Costa, o secretário de Estado adjunto da Administração Interna, José Magalhães, e Eduarda Peixeiro, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

    As comemorações do alargamento do espaço Schengen prosseguem domingo, em Lisboa, com uma festa popular na Praça do Comércio, que inclui actuação das bandas da GNR e PSP e fogo de artifício.

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