Sócios dos bombeiros de Ponta Delgada entregam pedido de assembleia extraordinária

Sócios dos bombeiros de Ponta Delgada entregam pedido de assembleia extraordinária

 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Nov de 2014, 18:46

Um grupo de sócios dos bombeiros de Ponta Delgada entregou hoje na instituição uma lista com as cem assinaturas necessárias à convocação de uma assembleia-geral extraordinária que visa destituir a atual direção.

“Viemos entregar um requerimento composto por algumas centenas de assinaturas, das quais mais de cem são sócios da Associação Humanitária dos Bombeiros de Ponta Delgada, onde se solicita ao presidente da assembleia-geral a convocação de uma reunião extraordinária no sentido de possibilitar a convocação de eleições gerais antecipadas”, declarou o primeiro subscritor do documento, João Paulo Sousa, aos jornalistas.

Em julho, cerca de cinquenta bombeiros organizaram uma concentração em parada de protesto contra o presidente da direção, Vasco Garcia, e em solidariedade com o comandante, Emanuel Sousa, tornando público o desentendimento entre os dois. Os cinquenta bombeiros anunciaram nesse dia que apenas fariam missões de socorro em situações urgentes, como forma de protesto, até Vasco Garcia se demitir.

Meses depois, dez bombeiros, cinco dos quais tinham estado nessa concentração de julho, receberam uma “nota de culpa”, tendo os processos disciplinares culminado com a suspensão dos bombeiros por períodos que oscilam entre os cinco e os 30 dias e repreensões por escrito, à exceção de Emanuel Sousa, que, além de comandante, é funcionário da associação e foi despedido com justa causa e sem direito a indemnização.

Emanuel Sousa foi também suspenso das funções de comandante pelo presidente da Proteção Civil dos Açores até ser apurado se reúne condições para continuar no cargo.

O porta-voz dos requerentes da assembleia-geral extraordinária considera que com esta iniciativa não está em causa “nenhuma questão pessoal” ou um “juízo de valor sobre quem quer que seja”.

“Nós todos respeitamos e enaltecemos o trabalho que tem sido desenvolvido, mas é-nos também reservado o direito de discordar desta posição [o despedimento do comandante] e, tendo e conta que não foi possível que a direção mudasse o seu entendimento em relação a este assunto, entendemos que a única solução teria que ser mesmo a convocação de eleições”, frisou.

João Paulo Sousa, sócio e bombeiro da corporação de Ponta Delgada, declarou que o atual presidente da direção pode apresentar-se novamente a eleições, assim como podem aparecer alternativas que consigam “devolver alguma paz social” à instituição.

O presidente da assembleia-geral, Manuel Arruda, sublinhou que a receção do documento é “condicionada", uma vez que terão de ser verificadas as assinaturas, se as pessoas são efetivamente sócias e se têm a situação regularizada em termos de quotas.

Manuel Arruda explicou que, uma vez cumpridos estes requisitos, será então convocada uma assembleia-geral extraordinária, que deverá ter lugar dentro de 15 dias.

Atualmente, existem cerca de quatro mil sócios nos bombeiros de Ponta Delgada, mas muitos não têm a sua situação regularizada nem participam na vida da instituição.


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