Saúde

Sociedade Portuguesa estima aparecimento de 10 mil novos casos de cancro da pele

Sociedade Portuguesa estima aparecimento de 10 mil novos casos de cancro da pele

 

Lusa/AO online   Nacional   7 de Mar de 2010, 14:12

A Sociedade Portuguesa de Cancro Cutâneo (SPCC) estimou hoje que surgirão em Portugal, este ano, mais de dez mil novos casos de cancro da pele, sendo mais de mil os novos casos de melanoma.

"O número de cancros da pele continua a aumentar na maior parte dos países, e isso relaciona-se sobretudo com os comportamentos de risco que foram adoptados nos últimos anos ou mesmo há 20 ou 30 anos", afirmou o secretário geral da SPCC, Osvaldo Correia, a propósito das Jornadas de Fotoeducação, que terminaram sábado à noite no Porto sob o tema "Sol e Pele - saber conviver". Segundo o dermatologista, os portugueses têm já um nível de informação elevada e já se observa melhoria quanto aos comportamentos de risco, mas será necessário reforçar a informação e os cuidados para diminuir o número crescente de carcinomas e mesmo de melanoma. O melanoma, acrescentou o médico, "se detectado precocemente é curável, mas se é detetado tardiamente leva à morte". As jornadas de Fotoeducação, que decorrem anualmente desde 2003, visam fomentar a prevenção primária e secundária do cancro da pele. Para Osvaldo Correia, a mudança de comportamentos de risco de exposição aos raios ultravioleta, seja ao sol ou a solários, são a melhor forma de prevenir os cancros da pele. O uso de chapéu, t-shirt de cor escura e óculos quando se está exposto ao sol é considerado importante pela APCC, que defende ainda "uma exposição solar lenta e progressiva" e o uso de um protector solar igual ou superior a 15. Com estas jornadas, a APCC pretendeu também alertar a população que habitualmente vai de férias de Páscoa para um local com níveis elevados de ultravioleta, como os trópicos, para os riscos daí inerentes. "A pele não foi preparada progressivamente para o sol e as pessoas facilmente desenvolvem queimaduras solares, que constituem o factor de risco mais importante para o melanoma", sustenta Osvaldo Correia.


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