Sociedade de Gestão Ambiental tem dívida de 6,3 ME

Sociedade de Gestão Ambiental tem dívida de 6,3 ME

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Jan de 2016, 12:32

A presidente do conselho de administração da Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza (Azorina), nos Açores, informou hoje que a atual dívida bancária da empresa pública é de 6,3 milhões de euros.

“O grosso desse valor tem a ver com o empréstimo que foi feito para aquisição de terrenos (nas Furnas) pela SPRA. (…) Herdámos o empréstimo, que está a ser pago”, afirmou Andrea Porteiro à agência Lusa, após audição na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da Assembleia Legislativa dos Açores, em Ponta Delgada, para recondução no cargo por mais três anos.

A Região Autónoma dos Açores detém 100% do capital social da Azorina, empresa criada em 2010 e que dois anos depois se fundiu com SPRA-Açores e Arena, todas ligadas à proteção e gestão ambiental.

Esta sociedade de gestão ambiental, com 112 funcionários e património avaliado em 19 milhões de euros, é responsável pelos centros de interpretação ambiental nos Açores, ecotecas e parque naturais de ilha, tendo ainda a seu cargo a gestão de áreas protegidas e desde 2014 a fileira florestal.

Aos deputados, Andrea Porteiro, convidada pelo Governo Regional para cumprir o seu terceiro mandato à frente da Azorina, referiu que apesar dos resultados líquidos negativos da ordem dos 637 mil euros, a receita comercial tem vindo a crescer, fruto dos resultados alcançados nas bilheteiras, lojas e bares.

“Estivemos a fazer a análise da receita a novembro (2015), porque ainda não fechámos dezembro e, relativamente ao mês homólogo (2014), subimos 15% em termos de receita comercial”, referiu Andrea Porteiro, acrescentando que “a aposta tem sido melhorar os serviços e aumentar as receitas, algo que tem ocorrido”.

Atualmente, a Azorina gere 16 centros de interpretação ambiental, dispersos pelas nove ilhas dos Açores, e conta ainda este ano inaugurar mais três centros, alargando a sua rede para 19 espaços.

“Está em obra a casa dos fósseis, em Santa Maria, está em projeto a ser trabalhado a casa dos vulcões no Pico, bem como o orquidário do Faial”, disse Andrea Porteiro, revelando que o centro dos Capelinhos, no Faial, é o mais caro da atual rede, dada toda a tecnologia de ponta que possui, sem revelar valores.

Segundo a administradora, a forma como estava organizada a contabilidade em 2015 não permitia dizer de forma imediata o custo de cada um dos centros, mas a forma de registo será alterada em 2016.

O Plano e Orçamento dos Açores, aprovado em novembro de 2015 no parlamento regional, reserva uma verba de 2,4 milhões de euros para financiar os centros de interpretação ambiental.

 


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