Socialistas acusam líder do PSD/Açores de "joguinhos" e de "fugir ao debate"


 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Jun de 2015, 18:30

O Partido Socialista açoriano lamentou hoje os "joguinhos" do presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, a quem acusa de "fugir ao debate" e preferir fazer "números de televisão".

Num comunicado, o líder da bancada do PS no parlamento dos Açores, Berto Messias, lembra que o Governo Regional visitou a ilha do Pico de terça a quinta-feira e que Duarte Freitas poderia ter dito "cara a cara" ao executivo aquilo que hoje de manhã disse aos meios de comunicação sobre os transportes marítimos, em São Roque do Pico.

Duarte Freitas acusou o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, de ser "o primeiro responsável" pelos problemas com os transportes marítimos na região e disse que os açorianos "devem tomar consciência desta impunidade, deste sentimento de desresponsabilização" por parte do executivo.

Para Berto Messias, "só é pena" que Duarte Freitas não tenha dito isto "cara a cara" ao Governo Regional.

Duarte Freitas é deputado do parlamento dos Açores eleito pelo círculo do Pico e durante a visita do executivo à ilha, "optou por faltar às reuniões, incluindo a do Conselho de Ilha, e eventos públicos nos quais teria tido a oportunidade de esclarecer esse assunto com o governo em geral ou com presidente do governo em particular", sublinha Berto Messias, que acrescenta que o social-democrata "optou por fugir ao debate e esclarecimento nos locais próprios, para protagonizar um número de televisão”.

Para o PS, "no meio de uma situação que é dramática porque se perdeu uma vida humana", Duarte Freitas "quer brincar aos políticos: quer que o presidente do governo assuma a responsabilidade política, mas não quer que o presidente do governo se demita".

Berto Messias considera ainda que Vasco Cordeiro já foi claro sobre quais são as responsabilidades do governo.

Duarte Freitas falou hoje aos jornalistas no local onde, em novembro de 2014, ocorreu um acidente mortal com um barco da empresa pública Transmaçor.

Um passageiro morreu ao ser atingido por um cabeço de amarração que rebentou quando o navio tentava atracar.

Um relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Marítimos divulgado esta semana concluiu que o acidente ficou a dever-se a uma série de fatores, nomeadamente, a "ausência continuada de manutenção" dos cabeços de amarração, a utilização de cabos de amarração "sobredimensionados" e a forte ondulação.

Vasco Cordeiro disse esta semana que a “responsabilidade política” do executivo é “fazer tudo” para que a situação não se volte a repetir.

No comunicado, Berto Messias critica ainda as declarações de Duarte Freitas sobre tarifas aéreas, desafiando-o a dizer se concorda que o Governo da República "apoie mais a Madeira do que os Açores" e "que o Governo da República pague as obrigações de serviço público interilhas no caso da Madeira e que no caso dos Açores sejam os açorianos a pagá-las".



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