Sobreviventes de naufrágio estão bem de saúde embora tristes


 

Lusa/AO online   Nacional   19 de Ago de 2015, 17:35

Os quatro pescadores que sobreviveram a um naufrágio ao largo da Figueira da Foz estão bem de saúde, embora um deles inspire mais cuidados e vá ser sujeito a exames complementares, disse fonte hospitalar.

 

De acordo com José Grilo Gonçalves, diretor clínico do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF), os quatro homens têm entre 27 e 48 anos, o mais novo deu entrada na unidade de saúde com queixas nas zonas lombar e cervical e vai ser sujeito a exames complementares de diagnóstico.

"Foi visto por um cirurgião e tem os parâmetros absolutamente normais. Está consciente e perfeitamente orientado, mas choroso, porque era cunhado do mestre" da embarcação, a única vítima mortal do naufrágio ocorrido hoje a 13 milhas (cerca de 21 quilómetros) a sudoeste do porto da Figueira da Foz.

"O doente, enquanto se queixa, tem sempre razão", avisou o diretor clínico, explicando que o pescador foi sujeito a "apalpação física" na zona lombar "e não tem nada de mais" e que as funções cardíacas e pulmonares "também apresentam sinais vitais normais".

"Mas necessita de apoio psicológico e alguma vigilância física", frisou.

De acordo com o relato que lhe foi feito pelo pescador, José Grilo Gonçalves indicou que o homem "atirou-se à água" quando a embarcação Ruben e Sandra (matriculada nas Caxinas, Vila do Conde, distrito do Porto) se virou.

"Dois pescadores ficaram no topo da embarcação, dois atiraram-se à água e o mestre ficou debaixo do barco, vindo a falecer", acrescentou o diretor clínico, adiantando que terá sido a única vítima mortal a "pedir socorro" a embarcações nas proximidades, uma das quais, a Estrela Cadente, igualmente oriunda da localidade de Caxinas, acabou por resgatar os quatro sobreviventes.

Os restantes três pescadores "estão bem, embora tristes": "pediram alimentos, dois já tomaram banho e deverão ter alta ao final do dia de hoje", frisou José Grilo Gonçalves, não se comprometendo com idêntica situação para o doente que inspira mais cuidados e cuja alta depende do resultado dos exames.

Já de acordo como comandante do Porto da Figueira da Foz, Paulo Inácio, o alerta para o incidente foi dado às 11:40 e as causas ainda são desconhecidas mas, "aparentemente, o mar não terá sido o causador" do naufrágio da embarcação de pesca costeira, com cerca de 12 metros de comprimento.

Na operação de socorro e salvamento intervieram meios da Polícia Marítima e do Instituto de Socorros a Náufragos localizados na Figueira da Foz, para além de duas embarcações de pesca. Os sobreviventes chegaram ao porto de pesca local cerca das 15:00, e foram assistidos, ao longo de meia hora, por meios do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Cruz Vermelha Portuguesa e Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, antes de serem transportados ao HDFF.


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