Situação de desempregados maiores de 45 anos está a alterar-se, diz Vieira da Silva

Situação de desempregados maiores de 45 anos está a alterar-se, diz Vieira da Silva

 

Lusa/AO Online   Economia   22 de Set de 2017, 12:26

Cerca de 1,3 milhões de portugueses em idade ativa não estão a trabalhar, grande parte com mais de mais de 45 anos, mas a situação está a inverter-se, disse hoje o ministro do Trabalho.


“Em Portugal, país severamente atingido pelas crises, com um nível de emprego de cerca 4,75 milhões, existem cerca de 1,3 milhões de pessoas em idade ativa que não estão hoje a trabalhar, uma boa parte com mais de mais de 45 anos”, afirmou Vieira da Silva na abertura da Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o Envelhecimento, que termina hoje em Lisboa.

Nestes números, situa-se “uma parcela daqueles para quem o envelhecimento constitui uma ameaça séria de fragilidade social”, advertiu o ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social.

Portugal tem “um problema de demasiadas mulheres e homens com mais de 45 anos que estão fora do mercado de trabalho”, mas, “felizmente, os sinais mais recentes mostram que é possível reduzir esta tensão”, adiantou o ministro.

“Se olharmos para os últimos dados disponíveis verificamos que o crescimento global do emprego foi de 3,4% no último ano e o crescimento do emprego de pessoas com mais de 45 anos foi de 5,8%”, frisou.

Em conferência de imprensa, o ministro do Trabalho considerou “surpreendente” esta evolução do emprego.

As empresas, o mercado de trabalho e a realidade económica estão a demonstrar que é possível combater “o desafio muito complexo” de “integrar ou reintegrar no mercado de trabalho gerações menos novas”.

A este propósito, exemplificou que, no último ano, 80% da variação líquida de emprego foi da responsabilidade de pessoas com mais de 45 anos.

Para Vieira da Silva, “a integração das pessoas menos jovens deixou de ser apenas um objetivo de política, deixou de ser um imperativo da realização dos direitos humanos, passou a ser uma necessidade” da economia.

“A economia responderá pior aos desafios do futuro se não integrar pessoas menos jovens nas suas estratégias” e aproveitar os seus conhecimentos.

Sobre o papel que cabe às políticas públicas, o ministro disse que estas devem “dar prioridade de primeira ordem ao apoio à integração nas empresas de desempregados de longa duração ou pessoas inativas menos jovens”.

“Já estamos a fazer essa mudança, assim como noutra dimensão o reforço das redes de apoio à família e o reforço dos equipamentos sociais”.

Na Conferência Internacional das Nações Unidas, organizada pelo Ministério do Trabalho e pela Comissão Económica da Região Europa das Nações Unidas (UNECE), com o tema “Uma sociedade sustentável para todas as idades, o ministro afirmou que “o desemprego de muito longa duração é uma das zonas críticas do envelhecimento”.

“O desemprego que cresceu, de forma em alguns casos brutal, deixou feridas por sarar e que dizem diretamente respeito ao tema da nossa conferência, na medida em que a destruição de empregos atingiu duramente os trabalhadores menos jovens”, frisou.

A conferência junta os ministros responsáveis pela área do envelhecimento dos 56 estados membros da UNECE, além de outras entidades relevantes, como as Nações Unidas, a Comissão Europeia e a Organização Internacional do Trabalho.



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