Site Wikileaks continua a publicar documentos secretos dos governos do mundo

Site Wikileaks continua a publicar documentos secretos dos governos do mundo

 

Lusa/AO Online   Internacional   8 de Ago de 2010, 09:36

A página Internet WikiLeaks vai continuar a publicar arquivos secretos dos governos do mundo, apesar das exigências dos EUA para que o site devolva os documentos militares confidenciais que ainda não publicou, anunciou hoje um porta-voz.

"Posso garantir que vamos continuar a publicar documentos", disse um porta-voz da Wikileaks em entrevista à agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).

Na quinta feira o Pentágono aumentou a pressão sobre o site WikiLeaks, ao exigir que devolva 15 mil documentos militares confidenciais sobre o Afeganistão que ainda não publicou e que retire os já divulgados.

O porta-voz da página, identificado por Daniel Schmitt, a fim de proteger a sua identidade, disse que não podia comentar documentos específicos revelados pela Wikileaks, mas afirmou que a publicação de documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão contribuiu diretamente para a compreensão do público sobre o conflito.

"O conhecimento sobre questões pendentes como a guerra no Afeganistão é a única maneira de ajudar a criar algo parecido com segurança", disse.

"Esperamos que com este entendimento o escrutínio público possa influenciar os governos a desenvolver melhores políticas", afirmou ainda Daniel Schmitt.

O porta-voz rejeitou ainda na entrevista à AP as alegações de que a publicação dos documentos confidenciais consiste numa ameaça à segurança interna dos EUA ou que possa colocar vidas em risco.

"A Wikileaks é uma organização global ativa", afirmou, ressalvando que "nesse sentido" os membros da página são "responsáveis para com o povo do mundo e não as pessoas ou os interesses específicos de uma determinada nação."

A WikiLeaks publicou até ao momento mais de 76 900 documentos.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.