Síria: Milhares manifestam-se contra e a favor do regime


 

Lusa   Internacional   25 de Nov de 2011, 16:28

Milhares de sírios manifestaram-se hoje, uns denunciando o regime e em apoio aos desertores e outros em protesto contra o ultimato da Liga Árabe sobre o envio de observadores para a Síria, que terminou sem resposta de Damasco

Como tem acontecido todas as sextas-feiras desde meados de março, os sírios saíram para a rua aos milhares após a oração semanal, sobretudo nas províncias de Homs (centro), Idleb (noroeste) e Deraa (sul), assim como em Deir Ezzor, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) e os Comités de Coordenação Locais (LCC).

As forças de segurança voltaram a disparar para dispersar a multidão de contestatários, continuando paralelamente as operações de busca de militantes.

Segundo os LCC, pelo menos 18 pessoas, entre as quais dois menores, foram mortas a tiro. Onze foram mortos em Homs e os restantes nas zonas de Deir Ezzor e Deraa, bem como em Damasco e na periferia rural da capital.

A agência oficial síria Sana informou, por seu turno, sobre várias manifestações de partidários do regime do presidente Bashar al-Assad em Damasco e Alep (norte) denunciando as ameaças da Liga Árabe contra a Síria.

Segundo a Sana, dois elementos das forças de segurança morreram quando desarmavam uma bomba em Hama (centro), onde explodiram três outras bombas sem causar vítimas.

Num raro comunicado citado pela Sana, o comando do exército sírio confirmou hoje a morte de 10 militares, incluindo seis pilotos, num ataque na véspera reivindicado pelo “exército sírio livre” (ESL).

Na página da rede social Facebook “A revolução síria contra Bashar al-Assad”, militantes pró-democracia tinham apelado a manifestações hoje “para que o ‘exército sírio livre’ proteja a revolução pacífica”.

O ESL, cujo líder Riad al-Assaad está na Turquia, reivindicou nos últimos dias uma série de ataques mortíferos contra o exército regular encarregado de reprimir os protestos populares iniciados há mais de oito meses.

Segundo a ONU, a repressão já causou mais de 3.500 mortos desde o início do movimento de revolta a 15 de março.


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