SINTAP admite formas de luta se remuneração complementar não for negociada nos Açores


 

LUSA/AO online   Regional   4 de Jul de 2016, 18:32

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) admitiu hoje o recurso a "todas as formas de luta" caso o Governo dos Açores continue a não negociar a remuneração complementar dos funcionários públicos na região

"Não excluímos nunca nenhuma forma de luta para conseguirmos a negociação, o acerto de posições e a questão tão importante que é a não redução de salários por falta da remuneração complementar, que é isso que está em causa neste momento”, disse à agência Lusa José Abraão.

A estrutura regional dos Açores do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos promoveu hoje, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, um plenário na sequência de uma petição da sua responsabilidade, subscrita por cerca de cinco mil pessoas, a solicitar ao parlamento dos Açores que a remuneração dos funcionários públicos seja atualizada em 10%.

O SINTAP/Açores argumenta com a “perda agravada do poder de compra” dos salários dos funcionários públicos quando comparada com os colegas continentais, situação resultante dos “sobrecustos da insularidade”.

“Como nós no continente temos um Governo cujo objetivo é a reposição dos salários dos trabalhadores e a manutenção da possibilidade de aumentar o rendimento das famílias, nos Açores só fará sentido que o Governo Regional, sensível a este tipo de questões, se possa sentar com a nossa secção regional com o objetivo de encontrar uma solução negociada para a remuneração complementar”, declarou o sindicalista.

José Abraão salvaguardou que o SINTAP é um sindicato “claramente vocacionado para a negociação” e acrescentou que dará “prioridade a esta vocação com o Governo Regional, fazendo com que os interesses dos trabalhadores sejam salvaguardados”.

A remuneração complementar é um mecanismo criado pelo executivo açoriano para compensar os funcionários públicos pelos custos acrescidos da insularidade.

O dirigente pronunciou-se ainda sobre o descongelamento das progressões na administração pública em 2017, questão que o SINTAP pretende colocar em cima da mesa “já este ano”, quando tiver lugar a elaboração do Orçamento do Estado para o próximo ano.

“Não faz sentido absolutamente nenhum que, depois de se aumentar o salário mínimo, se comece a apertar a tabela remuneratória dos trabalhadores da administração pública”, disse.

A anteceder o plenário que teve hoje lugar em Ponta Delgada, foram promovidos pelo SINTAP/Açores reuniões nas ilhas do Pico, Faial e Terceira.


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