Economia

Sindicatos denunciam "violência" do aumento de horário de trabalho

Sindicatos denunciam "violência" do aumento de horário de trabalho

 

Lusa/AO online   Regional   13 de Dez de 2011, 14:21

A União de Sindicatos de S. Miguel e Santa Maria (USSMSM), nos Açores, alertou para a "violência" do aumento do horário de trabalho decidido pelo governo nacional, alegando que provocará "mais desemprego e menos descanso".
“É uma violência para os trabalhadores, porque baixa mais os rendimentos, aumenta a carga horária, diminui o descanso e provoca mais sinistralidade”, afirmou a dirigente sindical Graça Silva em declarações durante uma iniciativa de protesto contra esta medida no centro de Ponta Delgada.

A iniciativa decorreu junto às Portas da Cidade, inserida na semana de protesto promovida pela CGTP contra "o aumento do horário de trabalho, contra o trabalho forçado, pelo emprego, salários e direitos"

Nesse sentido, Graça Silva salientou que a distribuição de um comunicado à população de Ponta Delgada pretende “informar o que efectivamente vai acontecer se houver a alteração do horário de trabalho, em duas horas e meia, pretendida pelo governo".

Para a dirigente sindical, "este aumento não faz sentido nenhum", salientando que "os trabalhadores portugueses são, na União Europeia a 15, os que trabalham mais horas anuais, mesmo tendo em conta a duração do horário de trabalho, as férias e feriados actuais".

Para Graça Silva, a proposta do governo "viola o direito à contratação colectiva", alegando que as matérias do horário de trabalho "têm que ser negociadas com os representantes dos trabalhadores, as centrais sindicais".

A dirigente sindical frisou, por isso, que este "não é um processo encerrado", defendendo que os partidos "têm um papel importante" a desempenhar quando o diploma na Assembleia da República.

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