Sindicatos da TAP mantêm greve após Governo recusar suspender privatização

Sindicatos da TAP mantêm greve após Governo recusar suspender privatização

 

Lusa/AO Online   Nacional   16 de Dez de 2014, 07:34

O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e dos Aeroportos Paulo Duarte disse esta terça-feira que a greve marcada para o final do ano se irá manter na sequência da recusa do Governo de suspender a privatização da empresa.

 

“Uma vez que o Governo diz que mantém [a intenção de privatizar a TAP], nós vamos manter a greve também”, afirmou Paulo Duarte, sublinhando que a posição dos sindicatos era muito clara.

A plataforma de sindicatos que representa os trabalhadores da TAP apresentou na segunda-feira ao Governo um memorando no qual propõe a suspensão do processo de privatização da companhia e da greve entre 27 e 30 de dezembro.

O Ministério da Economia assegurou, no entanto, que não vai suspender a privatização da companhia, referindo que o processo foi comunicado pelo Governo na sexta-feira não tendo sido contestado pela plataforma sindical.

Apesar de referir que os 12 sindicatos que representam os trabalhadores da transportadora aérea e que se propõem fazer greve entre os dias 27 e 30 de dezembro não receberam ainda uma resposta oficial do Governo, Paulo Duarte adianta que a posição está decidida.

“A posição dos sindicatos ficou bem expressa no documento que enviámos. Nós pedimos que [o Governo] suspendesse este modelo de privatização em curso e, se assim fosse, a greve era suspensa”, afirmou, explicando que face à recusa do Governo, a greve será mantida.

Ainda assim, o sindicalista adiantou que os sindicatos irão reunir-se hoje para formalizar a reação conjunta, mas que hoje de manhã irão já “tratar da questão dos serviços mínimos”.

O Governo aprovou no dia 13 de novembro o processo de privatização da TAP, através da alienação de ações representativas de até 66% do capital social da TAP SGPS, ficando o Estado com uma opção de venda de até 34% do capital remanescente, ao adquirente na venda direta de referência, caso faça uma apreciação positiva do cumprimento das obrigações pelo mesmo assumidas no âmbito da reprivatização.

 


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