Sindicatos da SATA manifestaram ao PS receios pela destruição da companhia

Sindicatos da SATA manifestaram ao PS receios pela destruição da companhia

 

Lusa/AO Online   Regional   21 de Abr de 2015, 14:10

O porta-voz dos sindicatos do grupo SATA, que hoje reuniram com representantes da direção nacional do PS, disse que destruir a companhia vai provocar desemprego e o encerramento de empresas nos Açores, numa

“Continuamos sem perceber o porquê de querer destruir a SATA, o que vai provocar perdas salariais em todas as classes e em todos os trabalhadores dos Açores, bem como desemprego, e promover o encerramento de empresas que dependem diretamente da companhia, abrindo-se uma crise social sem precedentes”, afirmou Bruno Fialho, em declarações à agência Lusa.

Os sindicatos do grupo SATA, SNPVAC, SINTAC, SITAVA, SPAL e SITEMA estiveram hoje no Largo do Rato, em Lisboa, num encontro em que o secretário-geral do PS, António Costa, não esteve presente, como estava previsto, por razões de agenda, para exporem as suas preocupações com a transportadora aérea regional.

Os sindicalistas foram recebidos, na sede do PS pelo deputado socialista Rui Paulo Figueiredo e por Vanda Guimarães, do Secretariado Nacional do partido.

Bruno Fialho, dirigente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) referiu ao PS que o Plano de Desenvolvimento Estratégico 2015/2020 da empresa “não está a ser cumprido” e que as chefias intermédias do grupo “sofrem de graves equívocos que perturbam o bom funcionamento” da companhia.

Referindo-se especificamente ao Plano de Desenvolvimento Estratégico 2015/2020, o sindicalista concretizou que não chegaram à companhia as aeronaves que o Conselho de Administração e o Governo Regional haviam prometido para aumentar o fluxo de passageiros na SATA, visando competir nos mercados internacionais e com as companhias aéreas “low cost”.

Desde 29 de março que as rotas aéreas de Ponta Delgada e Terceira se encontram liberalizadas ao abrigo do novo modelo de transporte aéreo entre os Açores e o continente.

Bruno Fialho refere que foram apontadas junto do PS as perspetivas dos sindicatos para voltar a colocar a SATA “verdadeiramente ao serviço dos Açores e dos açorianos”.

“Nós tememos pelo futuro da SATA porque aguardamos que a gestão volte a ser o que era, existindo um grave equívoco que foi colocado com a saída da Madeira, que introduzia na companhia dois milhões de euros por ano e que ajudava à sua sustentabilidade”, declarou Bruno Fialho.

O dirigente sindical declarou que os sindicatos estão “extremamente satisfeitos com o resultado da reunião com o PS”.

“Fomos ouvidos. O PS tinha um conhecimento muito grande do que se passava na SATA e debatemos algumas questões”, declarou Bruno Fialho.

Os sindicalistas afirmam que expuseram as suas preocupações e receberam a garantia de que o partido “irá tentar fazer tudo o que é possível para ajudar a SATA a encontrar o seu caminho”.

Bruno Fialho gostaria de ver, como sugeriu aos dirigentes do PS, ser retomada a operação na Madeira porque gera dinheiro vivo que permite à SATA pagar aos fornecedores numa altura de constrangimento financeiro da companhia.

Outra sugestão deixada pelos sindicalistas, de acordo com Bruno Fialho, visa o aproveitamento das aeronaves da operadora que “passam muito tempo paradas em vez de estarem a voar, tanto na SATA Internacional como na SATA Air Açores”, quando o podiam fazer, por exemplo, para o mercado da Macaronésia.


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