Sindicato questiona futuro da SATA Internacional

Sindicato questiona futuro da SATA Internacional

 

Lusa/AO online   Regional   14 de Jul de 2014, 12:33

O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) quer saber se o Governo dos Açores pretende ou não desmantelar a SATA Internacional, considerando que existem indícios neste sentido.

 

“Queremos saber o que se pretende fazer do grupo SATA, sobretudo da SATA Internacional, porque todos os anos os planos estratégicos não vão para a frente”, declarou à agência Lusa Rui Luís.

O sindicato iniciou hoje uma ronda de contactos com os partidos com assento no parlamento dos Açores, tendo também solicitado encontros ao Governo dos Açores e à administração do grupo de aviação açoriano. O futuro da SATA Internacional é o motivo destas reuniões.

A SATA Internacional, a empresa do Grupo SATA que assegura as ligações aéreas entre os Açores e destinos fora das ilhas, teve prejuízos de 15,75 milhões de euros em 2013.

Rui Luís alertou ainda que o Governo dos Açores não regulariza a dívida que detém com o grupo SATA, no âmbito das indemnizações compensatórias pela prestação do serviço público.

Outra das preocupações do sindicato é a situação da frota e dos trabalhadores contratados a prazo.

“A frota está sem renovação e os contratos com os trabalhadores eventuais já duram há dez anos. Queríamos uma garantia ou, pelo menos, saber o que, de facto, todos os grupos parlamentares e a administração querem fazer da SATA Internacional”, declarou o presidente do SNPVAC.

Rui Luís acentuou que existem cerca de 80 a 100 trabalhadores com contrato a prazo e que era “imperioso” renovar a frota da SATA Internacional, por razões de segurança, salvaguardando que, se esta encerrar, irá provocar convulsões sociais nos Açores.

No final de uma audição no parlamento açoriano no final de junho, o secretário regional dos Transportes, Vítor Fraga, garantiu aos jornalistas que não está em causa "a continuidade" da SATA Internacional, que disse ter "um papel fundamental" no desenvolvimento da região, dando como exemplo os proveitos de 46 milhões de euros do turismo no ano passado, originados pelos turistas que a empresa transportou para as ilhas.

Por outro lado, na semana passada, Vítor Fraga revelou que a SATA vai elaborar até ao final do ano um "plano de desenvolvimento estratégico" para o período 2015-2020, que será submetido à aprovação do acionista (o Governo dos Açores), e que englobará, “além do plano de negócios, o plano de sustentabilidade económica e financeira, o processo de renovação da frota e ainda o plano de desenvolvimento da qualificação de recursos humanos”.

O presidente do Conselho de Administração da SATA, Luís Parreirão, reconheceu no final de junho, numa audição parlamentar, que a empresa atravessa dificuldades, mas considerou que a situação é ultrapassável com o “apoio acionista”, a definição e o pagamento das indeminizações compensatórias e uma boa gestão dos recursos de que dispõe.

Quanto à frota da SATA Internacional reconheceu que "já tem uns anos", mas disse que a renovação não é premente. No entanto, revelou que a empresa já pediu estudos a entidades "credíveis" e "independentes" para planear a substituição dos atuais aviões.

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