Sindicato Hotelaria da Madeira entrega pré-aviso de greve para a Festa da Flor

Sindicato Hotelaria da Madeira entrega pré-aviso de greve para a Festa da Flor

 

Lusa/AO Online   Nacional   2 de Abr de 2015, 10:59

O Sindicato da Hotelaria da Madeira entregou um pré-aviso de greve para os dias 18 e 19 de abril, coincidente com a Festa da Flor, época habitualmente alta para turismo, disse à Lusa o sindicalista Adolfo Freitas.

 

Na última iniciativa dedicada a denunciar a caducidade do acordo coletivo de trabalho - que o sindicato não aceita -, o dirigente indicou que "o pré-aviso de greve já foi entregue ao patronato e às entidades regionais", mantendo, desta forma, a intenção de greve para um dos períodos mais importantes do turismo regional.

De acordo com uma nota da Secretaria Regional do Turismo e Transportes, a expectativa de ocupação dos hotéis para a Festa da Flor situa-se, neste momento, nos 90% de ocupação.

Adolfo Freitas alega que, "apesar dos anos fabulosos de 2013 e 2014, os trabalhadores não foram aumentados" neste período, "tendo sido apenas anos de sacrifício", com as entidades patronais a continuarem "renitentes em aumentar" os vencimentos.

As negociações com a Associação Comercial e Industrial do Funchal têm-se revelado infrutíferas, tendo Adolfo Freitas revelado que foi pedida a mediação da Direção Regional de Trabalho (DRT) para dirimir esta divergência.

"Está já agendada uma reunião para o dia 09 de abril, às 10:30, na DRT, sendo a primeira reunião de conciliação para tentar encontrar soluções que resolvam os problemas. Nós continuamos com a nossa postura, estando disponíveis para fazer ajustamentos, mas não para deixar cair o contrato de trabalho", declarou.

Para o dia 04 de abril, o sindicato tem preparada uma "arruada até ao centro do Funchal, com palavras de ordem em diversas línguas" para alertar também os "turistas sobre as condições de trabalho na região", explicou o responsável.

"Impor jornadas de trabalho de 12 horas por dia, 60 horas semanais, e retirar os feriados, que são pagos a 150%, e o dia de Natal, que é pago a 250%, e substituir por 50% ou quatro horas de compensação" são algumas das iniciativas que o sindicato refere como sendo injustas.


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