Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil mantém paralisação


 

Lusa/AO Online   Economia   24 de Dez de 2014, 12:23

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) anunciou que mantém a greve convocada para os dias 27 a 30, aconselhando os trabalhadores a cumprirem as tarefas para as quais forem requisitados.

 

“A greve mantém-se”, refere um comunicado hoje divulgado pelo SINTAC, no qual pode ler-se também que os trabalhadores “devem pautar toda a sua conduta laboral no estrito cumprimento da Lei, cumprindo como sempre, mesmo sob coação, com zelo e diligência, todas as tarefas para que venham a ser requisitados”.

Nove dos doze sindicatos representantes dos trabalhadores da TAP que tinham apresentado pré-avisos de greve anunciaram hoje, em comunicado, a desconvocação da paralisação marcada para os dias 27 a 30 de dezembro.

"Os Sindicatos signatários e o Governo aceitaram as bases de um memorando visando a criação das condições subjacentes ao funcionamento do Grupo de Trabalho, no âmbito da eventual reprivatização do Grupo TAP", anunciaram os sindicatos dos Economistas, dos Engenheiros, dos Contabilistas, das Indústrias Metalúrgicas e Afins, dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves, dos Pilotos da Aviação Civil, dos Quadros da Aviação Comercial, dos Técnicos de Handling de Aeroportos e Nacional dos Engenheiros.

Neste pressuposto, consideram os sindicatos estar "reunidas as condições para a desconvocação da greve".

Dos 12 sindicatos que apresentaram pré-avisos de greve não subscreveram o comunicado divulgado hoje, além do SINTAC, os sindicatos dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

A decisão de relançar a privatização da companhia aérea, suspensa em dezembro de 2012, acendeu uma onda de contestação, que culminou com a marcação de uma greve de quatro dias de 27 a 30 dezembro, tendo entretanto o ministro da Economia anunciado a decisão do Governo de decretar uma requisição civil dos trabalhadores da TAP para minimizar o impacto da greve.

Entretanto, também ao final do dia de terça-feira, foi conhecida uma carta enviada aos trabalhadores pelo presidente da TAP, Fernando Pinto, no qual ameaçava avançar com um processo disciplinar caso estes não cumprissem a requisição civil aprovada pelo Governo durante a greve.

No comunicado hoje divulgado, o SINTAC refere ter sido “ “surpreendido pela atitude do Governo com uma requisição civil”, que o sindicato considera, “além de prepotente, indigna de um Estado de Direito e que subverte os mais básicos princípios da Lei da Greve”.



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