Sindicato dos médicos queixa-se de falta de diálogo por parte do Governo dos Açores


 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Mar de 2016, 16:10

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) apelou hoje aos profissionais de saúde para que encontrem "formas de contestação" face à "falta de diálogo" por parte do Governo Regional dos Açores.

 

Num comunicado enviado às redações, o SIM/Açores contesta a "progressiva deterioração do clima de diálogo" com a tutela em relação a matérias relacionadas com a melhoria das condições de trabalho dos profissionais da Saúde no arquipélago.

"Várias questões permanecem pendentes e têm conduzido a um aumento progressivo na carga de trabalho e insatisfação global dos médicos", refere o documento, adiantando que serão intensificados os contactos com os médicos, no sentido de encontrar as "melhores formas de contestação".

Em causa está uma alegada "quebra de compromisso" por parte do secretário regional da Saúde, Luís Cabral, relativa à revisão do acordo coletivo de trabalho, o que tem gerado "indefinições" e até algumas "ilegalidades", segundo o sindicato.

O não pagamento do trabalho extraordinário dos médicos de família relativo a 2013 e o incumprimento do direito de "descansos compensatórios" são outros problemas que permanecem, sem que a tutela se mostre disponível para resolvê-los.

"Todas estas matérias exigem a manifestação de uma sincera disposição negocial para cumprimento dos compromissos assumidos, assim como uma verdadeira vontade do poder político em encontrar solução paras as mesmas", refere o SIM/Açores.

O sindicato apela, por isso, ao secretário regional da Saúde para que "altere o seu comportamento" e "dê respostas" a estas reivindicações dos médicos com caráter de urgência.

Confrontado com estas críticas, o gabinete do secretário regional da Saúde disse apenas que Luís Cabral "não quer, para já, fazer qualquer comentário".

 

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