Sindicato dos Jornalistas alerta partidos para “falta de resposta” às necessidades da Lusa

Sindicato dos Jornalistas alerta partidos para “falta de resposta” às necessidades da Lusa

 

Lusa/AO online   Nacional   11 de Jan de 2018, 18:07

O Sindicato dos Jornalistas, que esteve hoje reunido com os grupos parlamentares do CDS-PP, PSD e PCP, alertou estes partidos para a “falta de resposta a pedidos de contratações e investimentos” na Agência Lusa.

Segundo um comunicado divulgado após as audiências, os encontros serviram para alertar os grupos parlamentares para a “necessidade de se resolver rapidamente o impacto causado na gestão diária e no funcionamento global da Agência Lusa pela contínua saída – e sucessivamente adiada substituição – de jornalistas do quadro, bem como de correspondentes das redes nacional e internacional”.

De acordo com o Sindicato dos Jornalistas, “a Agência Lusa está refém de uma tutela bicéfala - Cultura e Finanças -, que se traduz em cativações burocráticas e numa persistente falta de resposta a pedidos de contratações e investimentos e resulta, em última instância, no incumprimento do contrato de serviço público”.

A estrutura sindical diz temer “que a substituição da atual administração da empresa prolongue ainda mais o atraso na resposta da tutela às necessidades da agência”, razão pela qual “espera que essa mudança não se traduza em qualquer impacto sobre o esperado descongelamento das carreiras, devendo este decorrer em moldes idênticos ao de qualquer outra empresa pública” com vista à garantia dos direitos.

O Governo vai nomear o jornalista Nicolau Santos presidente do Conselho de Administração da agência Lusa, substituindo Teresa Marques no cargo.

A assembleia-geral de acionistas da Lusa, no qual o Estado tem uma participação de 50,14%, seguido pelo Global Media Group (23,36%) e pela Impresa (22,35%), deverá ocorrer no final de fevereiro, onde Nicolau Santos será nomeado.

Teresa Marques chegou à presidência da Lusa em 2015, terminando o mandato em 31 de dezembro.

Outro dos assuntos abordados nas audiências com os partidos foi “a situação das quatro dezenas de trabalhadores precários que sustentam as redes nacional e internacional da Agência Lusa”, nota o Sindicato dos Jornalistas, considerando que é “urgente resolver” estes casos.

De acordo com a estrutura, estes trabalhadores aderiram ao programa de regularização extraordinária dos vínculos precários na Administração Pública (PREVPAP) e aguardam resposta.

O Sindicato dos Jornalistas pretende ainda reunir-se com o PS, o BE, o PEV e o PAN, mas ainda não obteve resposta aos pedidos de audiência.



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