Sindicato dos Bombeiros Profissionais quer equipas de 1.ª intervenção nos Açores

Sindicato dos Bombeiros Profissionais quer equipas de 1.ª intervenção nos Açores

 

AO/Lusa   Regional   1 de Jul de 2017, 18:17

O presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP), Sérgio Carvalho, defendeu hoje a criação de equipas de primeira intervenção nas corporações dos Açores.

 

"Vamos também pedir junto do Governo Regional e estamos a pedir junto das associações e das câmaras a criação de equipas de primeira intervenção, para fogos, acidentes e outras ocorrências, porque o socorro não é só o pré-hospitalar", disse à agência Lusa Sérgio Carvalho, à margem do 1.º Encontro Regional de Bombeiros Profissionais dos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Segundo o representante, "não há uma única corporação dos Açores que tenha essas equipas constituídas", pelo que "quando há uma ocorrência tem que se ver quem é que está no quartel ou andar a correr a chamar pessoas".

"No restante país, incluindo a Região Autónoma da Madeira, há equipas para o pré-hospitalar e há equipas para os incêndios, pagas parte pelas câmaras, parte pelo Governo Regional ou pelo Governo Central, ou então pagas exclusivamente pelas câmaras ou as associações assumem esse valor", adiantou.

Para o presidente do SNBP, "é de extrema importância garantir esta parte do socorro, sob o risco de daqui a uns tempos acontecer algum evento mais grave e não haver capacidade de resposta para essa situação".

Sobre as condições de trabalho dos bombeiros profissionais do arquipélago, que são cerca de 400, Sérgio Carvalho afirmou que "são variáveis", sendo que "há corpos de bombeiros em que têm péssimas condições de habitabilidade, de condições de trabalho e de equipamentos, alguns deles rasgados", e outros em que há quartéis "arranjados, preparados".

"O que detetámos no geral é que há um grande problema a nível do financiamento das estruturas associativas dos copos de bombeiros, porque vivem muito consoante a vontade das autarquias, do número de associados e do Governo Regional", declarou.

Entre as conclusões do encontro, promovido também pela Associação Nacional dos Bombeiros Portugueses, está a necessidade de regulamentação da atividade dos bombeiros dos Açores, "através de um acordo coletivo ou de um estatuto próprio que salvaguarde" a sua especificidade.

Para sindicato e associação, este deve abranger "todos os bombeiros, independentemente da sua função, seja ela atividade nos aeroportos, no pré-hospitalar, combate a incêndios, acidentes", por exemplo.

"Queremos um vínculo laboral que enquadre os vencimentos de todos estes bombeiros de forma uniforme e justa, queremos horários de trabalho que salvaguardem os vários serviços específicos que os bombeiros prestam", acrescenta o documento das conclusões.

Entre as medidas a tomar por aquelas duas entidades está "exigir a aplicação" da portaria 10/2010, que regulamenta as condições de trabalho para os tripulantes de ambulâncias das associações humanitárias de bombeiros dos Açores, e solicitar "os respetivos pagamentos em atraso a alguns bombeiros", e da regulamentação dos horários de trabalho e negociação dos mesmos.

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