Sindicato denuncia "ilegalidades" e "pressões" sobre trabalhadores nos Açores

Sindicato denuncia "ilegalidades" e "pressões" sobre trabalhadores nos Açores

 

LUSA/AO online   Regional   26 de Mai de 2017, 18:34

O coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais nos Açores, João Decq Mota, denunciou a existência de "ilegalidades" e de "pressões" sobre trabalhadores durante a greve de hoje

Em declarações aos jornalistas, a propósito da "boa adesão" que a paralisação nacional, convocada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas, registou no arquipélago, aquele dirigente queixou-se de algumas "ilegalidades" que terão sido cometidas na região.

"Na área da Educação, houve várias escolas que não encerraram porque asseguraram o seu funcionamento com pessoas que estão em programas ocupacionais, o que é ilegal", sublinhou João Decq Mota.

O coordenador regional do Sindicato disse também que esta situação "é contraditória", uma vez que ainda recentemente o vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, terá garantido na Assembleia Legislativa Regional que "não havia nenhum trabalhador em programas ocupacionais a assegurar funções permanentes dos serviços".

"Ora, se isto não é assegurar funções permanentes dos serviços, o que será?", questionou o dirigente sindical.

João Decq Mota falou também de outras "ilegalidades" que terão ocorrido no Centro de Saúde da Ribeira Grande, em São Miguel, onde se registaram "pressões sobre os trabalhadores" que estavam a assegurar os serviços mínimos, no sentido de desempenharem funções "para além" desses serviços.

"Nós consideramos que isto é um abuso e um atentado aos direitos dos trabalhadores", insistiu o dirigente sindical.

Apesar destas "ilegalidades" registadas durante a paralisação nos Açores, João Decq Mota entende que a greve no arquipélago registou uma "boa adesão", embora o sindicato não possua percentagens totais de adesão.

"Os serviços da Administração Regional foram afetados por esta greve, sobretudo na área da Educação e da Saúde", sublinhou o coordenador sindical, recordando que "houve escolas encerradas nas ilhas de São Miguel, na Terceira, São Jorge, Pico e Faial" e afetou serviços em quase todas as unidades de saúde da região.

A greve nacional desta sexta-feira teve como objetivo reivindicar aumentos salariais, o descongelamento das carreiras, o pagamento de horas extraordinárias e a redução do horário de trabalho para 35 horas em todos os serviços do Estado.

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