Sindicato denuncia à ANAC falhas na segurança no aeroporto de Lisboa em dia de greve

Sindicato denuncia à ANAC falhas na segurança no aeroporto de Lisboa em dia de greve

 

Lusa/AO Online   Nacional   8 de Set de 2016, 12:59

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) denunciou ao supervisor do setor da aviação falhas de segurança no Aeroporto de Lisboa a 27 de agosto, dia de greve dos trabalhadores das empresas de segurança Prosegur e Securitas.

 

No ofício enviado ao presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Luís Ribeiro, o Sitava - sindicato que convocou a greve - refere "inúmeras irregularidades" que, em alguns casos, puseram em causa a segurança da aviação civil, das pessoas e dos bens.

"Qualquer pessoa com conhecimento e experiência na segurança aeroportuária dirá que, se diariamente é difícil garantir a segurança com as condições que temos, num dia caótico como foi o dia 27 [...] seria impossível garantir a segurança", refere o documento a que a Lusa teve acesso.

Na semana passada, a ANA - Aeroportos de Portugal garantiu que as medidas tomadas para responder à greve dos trabalhadores do raio-x do aeroporto de Lisboa não puseram em causa o controlo de segurança.

Mas, de acordo com o Sitava, as normas de controlo de acessos do aeroporto Humberto Delgado foram violadas, uma vez que "qualquer posição de rastreio e controlo é da responsabilidade dos APA [Assistentes de Portos e Aeroportos]", isto é, os trabalhadores da Prosegur e da Securitas.

Ora, segundo o SITAVA, o controlo foi feito por funcionários de informação do aeroporto e por trabalhadores da Vinci.

Já no que se refere ao rastreio do 'staff' (trabalhadores do aeroporto e das companhias que têm que passar pelo controlo) e das viaturas, o sindicato aponta várias ocorrências "alarmantes e graves", que resultam de relatos dos trabalhadores do aeroporto que acedem diariamente às áreas restritas.

"Desde os próprios motoristas terem que avisar para que as viaturas fossem rastreadas, passando por relatos de pórticos desligados, os artigos proibidos que não foram retirados ou imagens duvidosas que não eram esclarecidas devido à pressa que havia em despachar de qualquer forma", lê-se no ofício enviado à ANAC.

O SITAVA denuncia ainda o desrespeito pelos tempos de descanso obrigatórios para os trabalhadores que fazem o controlo de segurança e pelo número de trabalhadores por posto ou por máquina de raio-x.

Em comunicado divulgado a 30 de agosto, três dias depois da greve, a ANA realçou que estiveram presentes no Aeroporto de Lisboa inspetores da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), "que garantiram que em momento algum fossem postos em causa as regras e procedimentos de segurança".


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