Sindicato Democrático dos Professores apresenta roteiro aos partidos

Sindicato Democrático dos Professores apresenta roteiro aos partidos

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Ago de 2016, 12:54

O Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA) iniciou hoje a apresentação do "Roteiro para a legislatura" aos partidos políticos com assento no parlamento regional, um documento com contributos para a definição de políticas na educação.

 

“No fundo é o nosso património de argumentos em termos de questões da educação, quer relativo ao sistema educativo regional, quer, por outro lado, da educação enquanto condição do exercício da ‘profissionalidade’ docente”, afirmou à agência Lusa o presidente do sindicato, José Gaspar.

O sindicalista falava, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, à margem da apresentação do roteiro a representantes do Bloco de Esquerda, o primeiro dos seis partidos com representação parlamentar nos Açores aos quais foram solicitadas reuniões.

A 16 de outubro, a região terá eleições legislativas para um novo mandato que durará até 2020.

Para José Gaspar, esta “atitude proativa” visa levar aos decisores políticos um conjunto de ideias, com vista a ajudá-los a delinear a sua ação política ao nível da educação.

O primeiro roteiro foi apresentado nas eleições regionais de 2008.

“O sindicalismo em que nós nos integramos é o sindicalismo de iniciativa, de proposição. Em vez de sermos apenas reagentes, aquilo que pretendemos, acima de tudo, é ter intervenção e sermos nós próprios motores da mudança”, referiu o representante sindical.

Entre as várias ideias que constam no roteiro, José Gaspar destacou a urgência da revisão do regulamento dos concursos e questões relativas às condições e horários de trabalho, nomeadamente acerca do que disse ser “a confusão, que se mantém, entre componente letiva e não letiva”.

“A componente não letiva não pode ser uma espécie de saco sem fundo, onde cabe tudo, desde aulas com alunos, que devem ir para a componente letiva do professor, como aulas de substituição”, considerou o sindicalista, alegando que “todo o trabalho com alunos tem de ser definido no âmbito da componente letiva”.

Outro dos aspetos que José Gaspar gostaria de ver corrigidos prende-se com a redução da componente letiva dos docentes, que, de acordo com o estatuto da carreira docente em vigor, acontece a partir dos 50 anos.

“Com este prolongamento, por razões economicistas, estamos a prejudicar a qualidade do ensino”, defendeu José Gaspar, que preconiza a redução da componente letiva para docentes a partir dos 40 anos de idade e 15 de serviço.

O presidente do SDPA acusou ainda a Secretaria Regional da Educação de desinvestir na formação dos docentes, algo que deveria mudar, pois “mais formação acrescenta mais valor”.

“Se não fizermos, estamos a médio/longo prazo a desvalorizar a ‘profissionalidade’ docente e também a comprometer o sucesso educativo”, sublinhou.

 


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