Sindicato decreta greve dos professores dos Açores de serviço às reuniões

Sindicato decreta greve dos professores dos Açores de serviço às reuniões

 

Lusa/AO online   Regional   4 de Mai de 2018, 14:05

O Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA) anunciou esta sexta-feira uma greve de serviço às reuniões a partir da primeira semana de junho, a par da manifestação nacional dos professores e educadores de infância em 19 de maio.

“Esta manifestação de 19 de maio será o ponto de partida para outras formas de contestação mais gravosas e que passam pela greve a todo o serviço às reuniões que se realizam ainda durante este terceiro período, a partir do mês de junho”, declarou o líder do SDPA, José Pedro Gaspar, em conferência de imprensa.

O sindicalista, que falava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, explicou que ficam de fora as reuniões relativas à atribuição de avaliações dos alunos do 11.º e 12.º ano face à realização dos exames nacionais.

O dirigente declarou que o “endurecimento da contestação” nos Açores se justifica por “três grandes questões” que têm sido alvo de um tratamento diferente por parte do Governo Regional em termos comparativos com o cenário nacional.

Para o dirigente do SDPA, os docentes dos Açores “não vão aceitar perder três anos de tempo de serviço” no processo de transição da anterior para a nova estrutura de carreira, bem como vão “exigir um limite à contratação sucessiva de professores que são contratados a tempo resolutivo”, por forma a que integrados nos quadros ao fim de três contratos, como acontece a nível nacional.

De acordo com Luís Dutra, também nos Açores os professores não vão abdicar da compensação pela caducidade dos contratos como acontece em todo o país, lamentando-se que o Governo Regional “legisle de forma diferente”.

Os professores dos Açores vão manifestar-se em 19 de maio nas cidades de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta pela validação da totalidade do tempo de serviço congelado, alteração das normas de transição entre carreiras, limitação da contratação sucessiva de docentes, redução da componente letiva de trabalho e pela definição de condições específicas de aposentação.

Em janeiro, o SDPA promoveu uma paralisação de três dias para exigir ao Governo Regional o descongelamento "sem constrangimentos" das carreiras ou a "validação da totalidade de tempo de serviço congelado".

O Governo dos Açores sublinhou que, a partir deste ano, cerca de 2.000 professores serão abrangidos nos Açores pelas progressões na carreira docente.



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