Sindicato aponta "ilegalidade" no pagamento a técnicos de diagnóstico dos Açores


 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Set de 2016, 18:21

O representante nos Açores do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das áreas de Diagnóstico e Terapêutica acusou hoje o Governo Regional de cometer uma "ilegalidade" no pagamento de horas em regime de prevenção a estes profissionais.

“A ilegalidade é preconizada pela vice-presidência, que, desde 2013, resolveu por sua iniciativa começar a pagar aos técnicos de diagnóstico e terapêutica das unidades de saúde de ilha com base numa tabela de pagamento de horas em prevenção completamente absurda”, denunciou Júlio Carvalho em declarações à Lusa.

A agência Lusa contactou o Governo Regional dos Açores, que optou por não prestar declarações sobre o assunto.

Segundo o delegado sindical, os técnicos de diagnóstico e terapêutica têm “razões de sobra” para se juntarem à greve nacional agendada entre 03 e 07 de outubro que tem como principais motivações a desatualização da carreira e consequentes perdas salariais.

“Temos falado com os nossos colegas das restantes ilhas, há uma posição assente de luta contra este facto, ainda mais que temos pareceres da Procuradoria-Geral da República e da autoridade central dos serviços de saúde que nos dão razão. Lamentamos a postura da vice-presidência, porque não há qualquer diálogo com o sindicato ou com os trabalhadores”, disse.

Júlio Carvalho adiantou que se o executivo açoriano mantiver o silêncio quanto às tentativas de diálogo que o sindicato tem feito até agora, nomeadamente “via ‘email’ ou correspondência registada”, podem seguir-se outras ações de protesto.

“Passará por uma greve específica para chamar a atenção deste problema. Até lá, esperemos que haja resposta à nossa correspondência enviada para a vice-presidência. O último intento será colocar em tribunal uma ação de reposição da legalidade”, sublinhou.

O sindicato reclama o pagamento de retroativos desde janeiro de 2013, que deverão atingir “centenas de milhares de euros”, notando que os profissionais não estão a receber o que “é devido pela lei” relativamente a “horas pagas em regime de prevenção”.

“Prevemos exames desmarcados, à exceção dos com caráter de urgência e devidamente justificados, prevemos cirurgias adiadas, porque estes profissionais de saúde trabalham em áreas tão distintas como laboratório, radiologia, cardiopneumologia, audiologia, dietistas, farmácia, fisioterapia”, declarou.

O sindicalista salientou que “há uma abrangência muito grande destes profissionais, por inerência da atividade que exercem”, antecipando “repercussões quer seja nos hospitais, quer seja nas unidade de saúde de ilha” com a greve.

O sindicato esclarece que há entre 200 e 220 profissionais nesta área nos Açores.

Na próxima semana, além desta greve, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses convocou uma paralisação nos Açores para os dias 03 e 04, alegando que o executivo regional faltou aos compromissos assumidos relativos à reposição de verbas e à redução de horários.

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