Saúde

Sida a estabilizar no mundo

Sida a estabilizar no mundo

 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Nov de 2011, 11:36

A sida está a estabilizar no mundo, com a diminuição das novas infecções e do número de mortes e o aumento do número de pessoas a viver com o vírus, refere o relatório da ONUsida.
Em 2010 registaram-se 2,7 novas infecções pelo vírus de imunodeficiência humana (VIH), o número mais baixo desde 1997 e uma redução de 21 por cento em relação ao pico atingido nesse ano.

No final de 2010, cerca de 34 milhões de pessoas viviam com o vírus, o número mais elevado de sempre que, segundo os especialistas, se deve ao aumento da sobrevivência. No mesmo ano, 1,8 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas com a sida, contra 1,9 milhões em 2009.

“Mesmo numa crise financeira muito difícil, os países estão a apresentar resultados na resposta à sida. Temos visto um aumento maciço no acesso ao tratamento do VIH”, afirmou Michel Sidibé, editor executivo da ONUsida, numa conferência de imprensa em Berlim.

Quase metade (47 por cento ou 6,6 milhões) das 14,2 milhões de pessoas elegíveis para tratamento tem acesso à terapia anti-retroviral, segundo estimativas da ONUsida e da Organização Mundial de Saúde, mais 1,35 milhões que em 2009.

“Ainda há poucos anos parecia fantasioso anunciar o fim da epidemia de sida a curto prazo, mas a ciência, o apoio político e a resposta comunitária começam a produzir resultados tangíveis e concretos”, considerou Sidibé, acrescentando que este esforço tem de continuar.

A região do mundo mais afectada continua a ser o sul de África, onde se registam cerca de dois terços (68% ou 22,9 milhões) dos casos de pessoas infectadas com o VIH.

Esta região apresenta contudo uma diminuição de novos contágios equivalente à do resto do mundo: menos 26 por cento que em 1997.

Outras zonas do mundo apresentam resultados diferentes. No leste da Europa, com 1,5 milhões de seropositivos, e na América do norte e Europa ocidental, onde os números “se mantêm teimosamente invariáveis”, segundo o relatório: 2,2 milhões, mais de metade nos Estados Unidos.

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