Setor das plantas e flores naturais representa 500ME e tem potencial de crescimento

Setor das plantas e flores naturais representa 500ME e tem potencial de crescimento

 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Fev de 2015, 17:50

A ministra da Agricultura realçou, em Santarém, a importância do setor das plantas e flores naturais, que "vale por ano 500 milhões de euros" e tem potencial de crescimento, podendo aproveitar os fundos comunitários em vigor até 2020.

 

Assunção Cristas visitou hoje a 28.ª edição da Lusoflora, certame da Horticultura Ornamental Portuguesa que decorre até sábado no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, exclusivamente para profissionais.

A ministra referiu o facto de este ser um setor atrativo para os jovens, dando como exemplo a procura de estufas, e disse esperar os reflexos das medidas do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020) já abertas – apoio ao investimento, desde novembro, e aos jovens agricultores, desde segunda-feira passada.

O presidente da Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais (APPPFN), Ricardo Silvestre, disse à Lusa que o setor começa a dar sinais de recuperação depois de um período, a partir de 2008, em que se ressentiu da paragem da construção civil e das obras de jardinagem.

“É um momento de viragem”, disse, sublinhando que as empresas tiveram que se “ajustar”, estando agora a exportar “um pouco mais”, cerca de 28% da produção, essencialmente para Espanha, França, Holanda e Alemanha.

Segundo Ricardo Silvestre, a produção nacional satisfaz o mercado interno em plantas envasadas, sendo até excedentária, o que não acontece com a flor cortada, que, ainda assim, é também vendida para o exterior, enfrentando a competição de países como o Quénia ou o Equador.

A dificuldade de produção da flor de corte sente-se sobretudo nos meses de inverno, em que os custos com o aquecimento são significativos, disse, realçando a qualidade conseguida nos outros meses graças às condições climáticas do país.

Como exemplo positivo referiu o concelho do Montijo, que possui uma importante produção de gerbera e empresas com dimensão maior que a média de outras de países com fortes tradições nesta área.

Ricardo Silvestre admitiu que o setor terá que desenvolver a produção de plantas de características mediterrânicas, como as aromáticas, com grande potencial para exportação.

O presidente da APPPFN realçou a “grande empregabilidade por metro quadrado” e com a criação de postos de trabalho permanentes, destacando-se do contexto da agricultura tradicional, marcada pela sazonalidade.

O setor ocupa uma área de 1.300 hectares, com 1.000 explorações dispersas por todo o país que empregam cerca de 3.000 trabalhadores de forma permanente, afirmou.

“É um setor que produz riqueza. Tem que ser acarinhado”, disse, referindo questões que dificultam a competitividade, como o custo dos fatores de produção e a legislação que regula a aplicação de produtos fitossanitários.


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