Setor das pescas esperava mais verbas no Orçamento dos Açores


 

Lusa/AO Online   Regional   20 de Jan de 2017, 18:56

O vice-presidente da Federação das Pescas dos Açores afirmou hoje que o setor estava à espera de mais verbas do Governo Regional na proposta de Orçamento para este ano, atendendo à crise que a atividade está a atravessar.

“Os documentos que analisámos são um pouco mais do mesmo. Estão alocados para as pescas cerca de 26,5 milhões de euros, praticamente o mesmo do ano passado”, afirmou António Silveira, reconhecendo que o setor estava “à espera de mais”, dado que “as pescas estão a atravessar uma crise imensa” devido à falta de atum e regras impostas pela União Europeia.

O dirigente falava no final da reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica para análise das antepropostas de Orientações de Médio Prazo 2017-2020 e de Plano Regional para 2017, que decorreu em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Insistindo que o setor estava “à espera de mais”, o vice-presidente da Federação das Pescas dos Açores destacou que a classe piscatória tem "rendimentos muito sofríveis em algumas ilhas" e "problemas muito graves noutras ilhas", assinalando que estava à espera de uma "verba superior para dar andamento às ansiedades" do setor que passam pela eventual diminuição de pescadores e remodelação da atividade.

"São Miguel e Terceira têm problemas graves na pesca e queremos dar caminho a essas reivindicações destas duas ilhas maiores", declarou, confessando admiração por a proposta de Orçamento para este ano ser idêntica à do ano passado.

A Federação das Pescas dos Açores representa 11 associações com cerca de 3.000 pescadores, cerca de 80% dos profissionais do setor no arquipélago, referiu o dirigente.

A proposta de plano anual de investimento público nos Açores para 2017 atinge os 775 milhões de euros, sendo que 50% visa fomentar o crescimento económico e criar emprego, anunciou hoje o presidente do Governo Regional.

“Há um montante global à volta dos 775 milhões de euros de investimento público previsto para 2017”, afirmou Vasco Cordeiro, acrescentando que comparando os documentos hoje apresentados e que marcam “um novo ciclo”, com o investimento público previsto em 2013, houve um crescimento de “mais de 19%”.

O Conselho Regional de Concertação Estratégica integra representantes dos trabalhadores, dos empregadores, dos setores das pescas e da agricultura, das autarquias locais e das instituições particulares de solidariedade social.

Este órgão de consulta tem ainda representadas associações de defesa do consumidor, de defesa do ambiente, da área da igualdade de oportunidades e da Universidade dos Açores, além dos representantes dos Açores no Conselho Económico e Social e três personalidades nas áreas de competência deste Conselho.

Em fevereiro as propostas, depois de aprovadas em Conselho do Governo, serão entregues na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para debate e votação em plenário, que deverá ocorrer em março.



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