Norte

Sete mil empregadas domésticas perderam emprego no último ano


 

Lusa/AO Online   Nacional   26 de Set de 2010, 08:20

Sete mil empregadas domésticas perderam o emprego no último ano na região Norte, revela o relatório de conjuntura do segundo trimestre de 2010 divulgado hoje pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

De acordo com o documento, “o emprego de residentes na região Norte manteve-se em queda” no segundo trimestre, de menos 0,9 por cento face ao trimestre homólogo de 2009, o que equivale a menos 17 mil pessoas empregadas.

“Por ramos de actividade, os principais contributos para a diminuição do emprego regional no segundo trimestre de 2010, face ao trimestre homólogo, foram da responsabilidade da administração pública (com cerca de menos 12 mil empregados, equivalentes a menos 16,9%)”, lê-se no relatório.

A construção perdeu 11 mil empregados (-5,6%), o comércio 10 mil (-3,7%) e as actividades de consultoria oito mil (-14,1%).

As indústrias transformadoras perderam sete mil empregados e no pessoal doméstico ao serviço das famílias a queda também foi próxima de sete mil empregados.

“Pela positiva, destaca-se sobretudo o comportamento do setor da saúde e apoio social (excluída a parte respeitante à administração pública), cujo emprego na região Norte cresceu, em termos homólogos, cerca de 18,6 por cento (aproximadamente mais 17 mil indivíduos)”, salienta a CCDR-N.

Os autores do relatório destacam também o contributo da educação (igualmente excluindo a componente pública), com cerca de mais oito mil empregados (+6,6%).

Por níveis de escolaridade, “continua a observar-se uma forte dicotomia”, com crescimento do número de empregados com o 12º. ano (+12,6%) e licenciados (+4%) e diminuição dos empregados com o terceiro ciclo ou menos (-4,4%).

A precariedade também aumentou, com um “forte crescimento” dos contratos a termo (+16,8%), em contraste com a diminuição dos contratos sem termo (-2,5%) e dos números de trabalhadores por conta de outrem isolados (-3,7%) e empregadores (-17,9%).

A taxa de desemprego no Norte subiu de 10,5 para 12,2 por cento entre os segundos trimestres de 2009 e 2010, mas baixou três décimas nos últimos três meses (era de 12,5% no primeiro trimestre de 2010).

As exportações da região Norte cresceram, em valor, 20,3 por cento, mas exportações também subiram 20 por cento, “impulsionadas sobretudo pela compra de ‘inputs’ destinados à actividade da indústria regional”.

O turismo manteve a tendência de crescimento no bimestre abril/maio, em termos homólogos, com os proveitos totais a subirem 7,4 por cento e o número de hóspedes 3,4 por cento.


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