Serviços de Saúde catalães falam em 91 feridos num total de 337 assistidos

Serviços de Saúde catalães falam em 91 feridos num total de 337 assistidos

 

Lusa/AO Online   Internacional   1 de Out de 2017, 15:13

Os Serviços de Saúde da Catalunha informaram hoje que o número de pessoas feridas nos distúrbios relacionados com o referendo ascende, neste momento, a 91 pessoas, menos de um terço dos 337 mencionados anteriormente pelo governo regional.

Um porta-voz dos Serviços de Saúde catalães precisou que "deram entrada nos hospitais e centros de saúde 337 pessoas, a maioria por se terem sentido mal ou por problemas ligeiros, mas entre eles 90 feridos e um ferido grave, num olho".

Em conferência de imprensa ao início da tarde, o governo regional catalão tinha atualizado para 337 o número de feridos na sequência dos distúrbios.

“Há 337 pessoas feridas ou com contusões. Pedimos aos feridos que façam uma denúncia junto dos Mossos d’Esquadra [polícia regional]", declarou o porta-voz da Generalitat, Jordi Turull.

Questionado na mesma altura sobre mais pormenores em relação ao estado dos feridos – quantos ligeiros, quantos graves, quantos com tonturas ou ataques de ansiedade – Jordi Turull escusou-se a dar mais informações, alegando a necessidade de respeitar os familiares dos feridos.

A justiça espanhola considerou ilegal o referendo pela independência convocado para hoje pelo governo regional catalão e deu ordem para que a polícia regional fechasse os locais de votação.

Face à inação da polícia regional em alguns locais, foram chamadas a Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola. Foram estes corpos de polícia de âmbito nacional que então protagonizaram os maiores momentos de tensão para tentar impedir o referendo.

A Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola realizaram cargas policiais e entraram à força em várias assembleias de voto que tinham sido ocupadas por pais, alunos e residentes, numa tentativa de garantir que os locais permaneceriam abertos.

Estas forças retiraram pessoas que ocupavam locais de votação, tendo mesmo ocupado o pavilhão desportivo da escola em Girona onde deveria votar o líder da Generalitat, Carles Puigdemont.

O presidente catalão acabaria por votar noutro local.

Além destas situações, houve ainda confrontos noutros locais, nomeadamente na sala de exposições de Sant Carles de la Ràpita (Terragona) e na Escola Rius i Taule (Barcelona), segundo relatos de repórteres das agências noticiosas internacionais.

O Sistema de Emergências Médicas (SEM) do governo catalão tinha dado conta de 38 feridos na sequência da ação da Polícia Nacional e da Guardia Civil para impedir o referendo, a maioria por tonturas, ansiedade ou contusões.

No entanto, em conferência de imprensa o porta-voz da Generalitat, Jordi Turull, falou em 337 feridos.

"A atuação da Polícia e da Guardia Civil não obedece aos critérios de proporcionalidade, responde apenas ao 'Vamos a eles!", disse.

“Responsabilizamos o presidente do Governo, Mariano Rajoy, e o ministro do Interior [Administração Interna], Juan Ignacio Zoido, pelo que está a acontecer na Catalunha”, salientou.



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