Seria "desastre nacional" regressar à governação do PS


 

AO/Lusa   Nacional   1 de Nov de 2014, 15:45

O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, considera que seria "um desastre nacional" regressar ao modelo de governação do PS, que acusa de fugir aos consensos e de não apresentar soluções "para o presente, nem para o futuro".

 

“Se é uma verdade insofismável que hoje Portugal está em boas mãos, é igualmente indispensável afirmar e explicar que voltar para trás seria um desastre nacional e um regresso ao modelo de governação que nos fez passar por tantas dificuldades”, afirma Marco António Costa numa carta enviada hoje aos conselheiros nacionais e à qual a Lusa teve acesso.

No documento, o porta-voz do PSD tece fortes críticas ao Partido Socialista, que acusa de correr "contra o tempo, na busca da preservação do designado 'silêncio dos culpados'".

A carta enviada pelo coordenador da Comissão Política Nacional insere-se no âmbito das sessões de apresentação sobre o Orçamento do Estado para 2015 (OE2015) que o PSD irá realizar entre 03 e 11 de novembro, em todos os distritos do país.

Marco António avisa que durante a discussão sobre o OE2015 os adversários do partido e do Governo “procurarão colocar o foco no tema da antecipação das eleições […] uma tática do PS para ver se evita uma longa exposição ao escrutínio dos ‘media’ e da opinião pública”.

“Tentarão fugir à assunção da responsabilidade de terem lançado o país na bancarrota, de nada terem feito, durante a fase do resgate, para ajudar Portugal e de, agora, fugirem à construção de consensos ou ainda de fugirem à apresentação de soluções concretas para matérias tão relevantes como a sustentabilidade da dívida ou a reforma da segurança social”, insiste o responsável.

Lançando um apelo à participação dos militantes neste debate, Marco António Costa assume na carta que este servirá para “expor este tacticismo irresponsável [do PS], bem como não permitir que se mantenha esta postura habilidosa de fugirem à responsabilidade”.

Na ótica do PSD este Orçamento está associado “a uma fase de transição” que, “após três anos de resgate, abre espaço a um novo tempo que os sinais positivos confirmam”, nomeadamente, através do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) “acima da média europeia”, do emprego e da devolução dos “rendimentos” aos funcionários públicos e pensionistas.

“O ano de 2015 abre um novo tempo para um Portugal mais forte e solidário que se construirá ao longo da próxima legislatura assente em alicerces sólidos, apoiado por um novo quadro comunitário (25 mil milhões de euros) que ajudará a impulsionar ainda mais o crescimento económico já em curso”, sublinha o vice-presidente do partido.

O responsável remata, dizendo: “sabemos que Portugal não pode contar com o PS para o presente, nem para o futuro. Quanto ao passado, sabemos que o legado do PS foi a bancarrota”.



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