Senado norte-americano vota futuro da Base das Lajes em setembro

Senado norte-americano vota futuro da Base das Lajes em setembro

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Ago de 2014, 17:26

O Senado norte-americano deve votar em setembro a Lei de Apropriações de Defesa e o Orçamento das Forças Armadas, as duas propostas legislativas que adiam novamente a redução da Base das Lajes até divulgação de um relatório.

 

"Ambos [projetos leis] passaram a Câmara dos Representantes. O Senado precisa agora votar as suas versões, o que deve acontecer em setembro", confirmou Jack Langer, diretor de comunicações do congressista Devin Nunes.

Num segundo momento, as duas alas do congresso norte-americano vão conciliar as suas versões, num texto final que será assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, idealmente antes do final do ano.

Segundo a Lei de Apropriações de Defesa (em inglês, Defense Appropriations Bill) da Câmara dos Representantes, "nenhum dos fundos disponibilizados por este ato podem ser usados pelo secretário da Força Aérea para reduzir a estrutura" na base açoriana.

Quanto ao Orçamento das Forças Armadas (em inglês, FY15 National Defense Authorization Act), o republicano Devin Nunes incluiu linguagem que adia qualquer redução na base militar até 30 dias depois da divulgação do Relatório de Consolidação de Estruturas Europeias, que está em preparação e devia ter sido divulgado em junho.

Ainda a aguardar discussão está também a proposta legislativa 'Africa Counter Terrorism Initiative Act', subscrita por 40 congressistas e que sugere deslocar as forças do comando norte-americano para a África (AFRICOM), da Alemanha, para o território continental dos Estados Unidos, transformando as Lajes na sua única base avançada.

Fonte da Câmara dos Representantes confirmou à agência Lusa que a proposta está a ser analisada pelo Comité das Forças Armadas e que ainda não existe indicação de quando poderá ser debatida por este órgão legislativo.

Os Estados Unidos anunciaram a intenção de reduzir no ano passado o contingente que têm nas Lajes, em mais de 400 militares e 500 familiares, mas a decisão tem sido adiada devido a varias iniciativas legislativas.

No ano passado, a redução foi adiada devido a uma compromisso orçamental entre democratas e republicanos, conseguido em Dezembro.

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