Semana Internacional da Tiroide alerta para hipotiroidismo, doença que afeta mais mulheres

Semana Internacional da Tiroide alerta para hipotiroidismo, doença que afeta mais mulheres

 

Lusa/AO Online   Nacional   18 de Mai de 2015, 09:57

O hipotiroidismo, uma doença que afeta dez vezes mais mulheres do que homens, é o tema central da Semana Internacional da Tiroide, que pretende promover o conhecimento das doenças tiroideias que afetam cerca um milhão de portugueses.

 

“A Semana Internacional da Tiroide decorre [entre 25 e 31 de maio] no mundo inteiro para alertar para os problemas da tiroide, este ano mais dedicado ao problema das mulheres”, disse hoje à agência Ana Paula Marques, do Grupo de Estudo da Tiroide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM).

Promovida pela SPEDM e pela Associação das Doenças da Tiroide (ADTI), a iniciativa visa alertar para os problemas da tiroide que afetam cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, estimando-se que metade destas pessoas ainda desconhecem a sua condição.

Para a endocrinologista Ana Paula Marques, “o cenário do subdiagnóstico da doença está a mudar” devido “ao maior uso de meios de diagnóstico”.

“Hoje em dia deteta-se cada vez mais formas da doença da tiroide que chamamos subclínicas”, o que quer dizer que os doentes têm habitualmente apenas alterações analíticas.

A especialista defendeu a importância de as pessoas irem “buscar informação sobre as doenças da tiroide a locais fidedignos”, advertindo que há muita informação na internet que “não tem razão absolutamente de ser”.

Segundo a endocrinologista, o hipertiroidismo é uma alteração na tiroide, que passa a funcionar de mais. “Os doentes perdem peso, ficam nervosos, ansiosos, o coração a bater muito e dormem mal”.

Os sinais e sintomas do hipertiroidismo são muitas vezes negligenciados, sendo às vezes confundidos com os de outras condições, o que acaba por atrasar os diagnósticos, refere a SPEDM.

“Quando não tratado, o hipotiroidismo não só diminui a qualidade de vida, como pode ter complicações sérias, entre as quais, diminuição do ritmo cardíaca que pode levar a coma, tensão arterial e níveis de colesterol que podem resultar em doenças cardíacas, infertilidade e Alzheimer”, acrescenta.

Já quando a tiroide funciona de menos, “os doentes engordam, dormem muito, andam mais lentos, têm muito frio, metabolismo fica lentificado”.

Ana Paula Marques sublinhou que “a maior parte dos doentes que tem nódulos na tiroide, que é uma situação muito frequente, habitualmente tem a função da tiroide normal”.

Acrescentou ainda que a maior parte das doenças da tiroide é fácil de tratar desde que corretamente diagnosticadas e seguidas.

A Semana Internacional da Tiroide é uma iniciativa da Thyroide Federation International.

 


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