Sem Universidade dos Açores, autonomia não seria proveitosa

Sem Universidade dos Açores, autonomia não seria proveitosa

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Jan de 2016, 09:02

O ex-reitor da Universidade dos Açores Avelino Meneses considerou hoje, a propósito dos 40 anos da instituição, a assinalar no sábado, que sem a academia a autonomia dos Açores não seria "ampla" e "proveitosa".

 

“Sem a Universidade dos Açores, por exemplo, a autonomia não era aquilo que é hoje, ou seja, uma autonomia ampla e proveitosa, mesmo que sempre carenciada de aperfeiçoamento”, declarou à agência Lusa Avelino Meneses, que foi o primeiro aluno da academia a chegar a reitor (2003/2011).

Nas últimas quatro décadas, acrescentou o atual secretário regional da Educação e Cultura, a instituição foi, talvez, a “principal fonte de indução” de desenvolvimento dos Açores, tendo sido responsável pela formação dos quadros que alicerçaram a construção autonómica.

Avelino Meneses considera que a tripolaridade da academia (nas ilhas São Miguel, Terceira e Faial) permite “assegurar o progresso do todo”, que é o arquipélago, respeitando-se a “especificidades das suas partes”, que são as diferentes ilhas.

O professor catedrático entende que é tempo de “pugnar por um financiamento mais estável” a ser assegurado pelo Governo da República, como tutela, mas com a contribuição do executivo regional, que foi sempre o “maior mecenas” da Universidade dos Açores.

O antigo reitor Vasco Garcia (1995-2003), que integrou o grupo fundador da academia açoriana, em 1975, vê com “grande otimismo” o futuro da universidade, recordando que a instituição começou com “imensas dificuldades”.

“Se nós, nesta altura, conseguimos praticamente a partir do nada fazer o que fizemos, quem é que pode duvidar de um futuro risonho para a Universidade dos Açores?”, questionou Vasco Garcia, que acredita ser esta a instituição que “mais mudou a mentalidade dos Açores” nos últimos 40 anos.

Machado Pires, outros dos reitores da instituição (1982-1995), considera a universidade uma mais-valia, defendendo o seu desenvolvimento através da atribuição de meios necessários para desempenhar a sua missão.

“Qualquer dos governos, o da República ou da região, tem interesse no desenvolvimento de uma universidade. O da República porque é uma instituição federal que prolonga a cultura portuguesa na fronteira mais ocidental da Europa e de Portugal. O Governo dos Açores porque a universidade poderá contribuir cientificamente para o progresso da região”, sustentou o professor catedrático.

Jorge Medeiros, o penúltimo reitor da academia açoriana (2011/2013), afirma que a universidade chegou a um “patamar diferente” do que existia com a especialização de docentes em várias áreas, podendo-se agora desenvolver várias atividades de interesse regional e nacional.

O ex-reitor não teme pelo futuro da instituição se a região “também começar a perceber o interesse” em ter uma universidade com as capacidades já existentes, salvaguardando a necessidade de “aumentar essa consciencialização”.

 

 

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