Seis gigantes petrolíferas pedem que seja fixado preço para emissões de CO2

Seis gigantes petrolíferas pedem que seja fixado preço para emissões de CO2

 

Lusa/AO online   Economia   1 de Jun de 2015, 18:15

Seis grandes multinacionais petrolíferas pediram que sejam criados mecanismos de fixação de preços para as emissões de dióxido de carbono (CO2), principais causadoras do aquecimento global.

 

As britânicas PQ, BG e Shell, a italiana Eni, a norueguesa Statoil e a francesa Total justificaram este pedido, feito aos Estados participantes na Conferência Internacional da ONU sobre as Alterações Climáticas, com a necessidade de "reduzir as incertezas e promover os mecanismos economicamente mais eficazes para reduzir as emissões de carbono".

As petrolíferas fizeram notar "a dimensão do desafio", mas também "a importância da energia para o bem-estar das populações mundiais".

Sobre o primeiro ponto, recordaram que, segundo o Grupo Intergovernamental de Especialistas em Alterações Climáticas (IPCC), a tendência atual de contaminação por gases com efeito de estufa provocará um aquecimento do planeta superior a dois graus, com danos irreversíveis.

Nesse contexto, os responsáveis executivos destes seis gigantes do setor energético disseram estar dispostos a enfrentar esse desafio e mostraram-se convencidos de que atribuir um preço ao CO2 permitirá evitar as opções mais contaminadoras.

Além disso, também "dará a visibilidade necessária para dinamizar os investimentos nas tecnologias com baixas emissões de carbono e nos recursos mais pertinentes ao ritmo adequado".

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