Seis assassínios no Porto relacionados com a noite em apenas quatro meses


 

Lusa/Ao online   Nacional   10 de Dez de 2007, 06:46

Com o assassínio de mais um segurança no Porto, domingo ao fim da noite, eleva-se a seis o número de vítimas mortais associadas à diversão nocturna na capital nortenha nos últimos quatro meses.
O sexto assassínio em quatro meses ocorreu na véspera da assinatura do despacho do Ministério do Interior que autoriza a instalação e operação do sistema de videovigilância na Zona Histórica do Porto.

    Este sistema concretiza uma proposta apresentada pela Câmara do Porto a 27 de Fevereiro, o que levara recentemente o vereador Sampaio Pimentel, responsável pelo pelouro da Protecção Civil, a lamentar, em declarações feitas à Lusa no dia 12 de Novembro, que o projecto tenha estado "nove meses parado num gabinete ministerial".

    O surto de criminalidade associado à noite do Porto é interpretado como uma "guerra" entre grupos rivais de seguranças profissionais na disputa de "território" de actuação

    De acordo com fonte policial o segurança assassinado domingo ao fim da noite em Gaia é aparentemente o mesmo homem que acompanhava o empresário da noite Aurélio Palha, morto a tiro no final de Agosto, no Porto.

    Segundo a fonte, o segurança foi abatido com vários tiros quando saia da sua residência, nas proximidades da Rotunda de Santo Ovídeo, em Gaia, na companhia do seu irmão.

    À sua espera estavam vários indivíduos encapuzados, dentro de um carro, que dispararam e puseram-se em fuga.

    "Não há dúvida de que o alvo era ele, porque o irmão ficou ileso", frisou a fonte.

    A vítima mortal, conhecido como "Berto", ainda foi transportado para o hospital de S. João, no Porto, mas acabou por morrer.

    "O homem ficou cravejado de balas", frisou a mesma fonte.

    O irmão foi transportado ao Hospital de Gaia, mas apenas por ter ficado em estado de choque.

    Pelo menos cinco outras pessoas associadas à noite do Porto foram assassinadas desde Maio deste ano.

    Este crime ocorreu doze dias depois de um outro segurança ter sido abatido na zona ribeirinha da Alfândega.

    O caso mais mediático foi o do empresário Aurélio Palha, dono da discoteca Chic, abatido com disparos a partir de um carro em andamento, quando se encontrava a conversar com um segurança (hoje assassinado) em fins de Agosto.

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