Seguro diz que "não podem ser sempre os mesmos a comandar os destinos do país"

Seguro diz que "não podem ser sempre os mesmos a comandar os destinos do país"

 

LUSA/AO Online   Nacional   13 de Set de 2014, 23:29

O secretário-geral do PS defendeu hoje, em Santo Tirso, que "não podem ser sempre os mesmos a comandar os destinos do país", não se referindo aos "mesmos dos partidos" mas aos que "nunca foram capazes" de fazer o que o país "necessita".

"Não podem ser sempre os mesmos a comandar os destinos do nosso país. A por e a dispor quando e como lhes apetece. E quando digo sempre os mesmos, não é os mesmos dos partidos que estão no Governo. É os mesmos que muitas vezes se alternaram no Governo mas que verdadeiramente nunca foram capazes de fazer aquilo que é necessário por este país", disse António José Seguro. Seguro falava durante um jantar que juntou cerca de 1.500 apoiantes em Santo Tirso, o qual também discursaram o presidente da Concelhia PS local, Joaquim Couto, bem como o líder da Distrital do Porto, José Luís Carneiro. "É contra essa pequena elite, contra essa corte instalada, é contra esses interesses corporativos de uma certa Lisboa que nós aqui estamos para dizer que esta é a vez do povo, de todo o povo, para nos mobilizarmos em torno deste projeto de mudança", acrescentou o candidato às primárias do PS. Sem nunca se referir ao seu opositor nesta disputa interna, o presidente da câmara de Lisboa, António Costa, Seguro referiu que a "política faz sentido, se estiver ao serviço não de causas pessoais, mas de políticas públicas" - "A causa que nos junta é o futuro de Portugal, é o amor a Portugal", completou. O dirigente socialista aproveitou para elogiar a mobilização dos militantes e simpatizantes do partido, criticando os "profetas da desgraça" que "dizem que os portugueses não querem saber da política" para fazer uma ponte para o facto dos apoiantes do António Costa ter tido opinião contrária sobre a realização de eleições primárias. "Andámos bem, quando no dia 31 de maio propusemos ao PS e anunciamos ao país que íamos realizar eleições primárias como solução desta crise. Mas não foi pacífica porque no interior do nosso partido, os nossos opositores fizeram tudo, mas tudo, para que não se fizessem estas eleições. Chegaram inclusivamente a recorrer para o Tribunal constitucional (...). Depois tentaram limitar as inscrições até ao dia 31 de julho, quando se sabe que no dia 31 de julho apenas estavam inscritos 23 mil portugueses", referiu Seguro. Com base neste argumento, o secretário-geral socialista disse acreditar que "esta vitória que é uma vitória de todo o partido é também uma derrota daqueles que nunca acreditaram que fosse possível esta abertura do povo português na escolha do candidato a primeiro-ministro". Seguro disse que " muitas pessoas consideram que a política é a arte do engano" para afirmar que "não se pode dizer uma coisa antes das eleições e fazer outra quando se chega ao Governo": "Não se pode dizer uma coisa num programa de televisão e outra numa sala de uma sede partidária". Depois de enumerar as várias cidades que se juntaram neste jantar de apoio, dizendo que "esta é a voz do Norte", uma voz que, considerou, "não quer nenhuma disputa com qualquer outra região do país", referindo várias regiões, concluiu que "aqueles que julgam que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem estão enganados e vão ser derrotados nestas eleições". Sobre o BES, o socialista considerou que este "é um caso da democracia e do regime" para reafirmar que "todas as instituições da política, da justiça, da regulação têm de assumir as suas responsabilidades para que a verdade venha ao de cima e tudo seja transparente".

 


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