SEgundo dia do Congresso do PSD


 

Lusa/AO On line   Nacional   10 de Abr de 2010, 07:47

O XXXIII Congresso do PSD prossegue hoje, em Carcavelos, num dia inteiramente dedicado à discussão política, embora sem confronto à vista, em clima de consenso em torno da nova liderança de Pedro Passos Coelho.

No primeiro dia de trabalhos, coesão e unidade interna foram palavras repetidas pelo novo presidente do PSD, pelos seus ex-adversários Paulo Rangel e José Pedro Aguiar-Branco e por muitos congressistas.

O presidente cessante do Conselho de Jurisdição do PSD, Morais Sarmento, apoiante da candidatura derrotada de Paulo Rangel, foi a única voz dissonante, que revelou ter recusado integrar um dos órgãos do partido.

"Fizeram-me um convite, mas eu assim estas coisas da unidade faz-me lembrar aquela plataforma da paz que havia há alguns anos", disse Morais Sarmento aos jornalistas, no final dos trabalhos.

As listas aos órgãos nacionais do PSD serão hoje divulgadas na sua totalidade, mas são já conhecidos os principais nomes.

Paula Teixeira da Cruz, Diogo Leite Campos, Marco António Costa, Nilza Mouzinho de Sena, Jorge Moreira da Silva e Manuel Rodrigues foram os escolhidos por Pedro Passos Coelho para vice-presidentes do PSD.

Vão também integrar a futura Comissão Política Nacional do PSD, como vogais, Emídio Guerreiro, Hermínio Loureiro, Vasco Pinto Leite e Maria Trindade Vale.

Para presidir à Mesa do Congresso Pedro Passos Coelho escolheu Fernando Ruas e para presidente do Conselho de Jurisdição Nacional Calvão da Silva.

Quanto à lista ao Conselho Nacional do PSD, conjunta com Paulo Rangel e encabeçada por ele, foram conhecidos os primeiros nomes indicados pelo eurodeputado, entre os quais, Fernando Seara, Castro Almeida e Sofia Galvão.

O primeiro dia do congresso reduziu-se praticamente ao discurso de abertura de Pedro Passos Coelho, que, além de enaltecer a unidade e de apelar à recandidatura presidencial de Cavaco Silva, propôs a criação de um Conselho Superior da República, presidido por um ex-Presidente da República, que tenha como competência a audição prévia dos nomeados para funções públicas.

Os candidatos derrotados à liderança do PSD Paulo Rangel e Aguiar-Branco elogiaram o primeiro discurso do novo presidente, considerando-o mobilizador e revelador de um espírito genuíno de unidade.

 


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