Segunda fase das obras do porto de Ponta Delgada, de 32 ME, arranca este ano

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Porto de Ponta Delgada
doca POL NATO

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A segunda fase das obras do porto de Ponta Delgada, nos Açores, de 32 milhões de euros, arranca este ano e visa potenciar a operacionalidade do cais comercial, foi hoje anunciado
 

Na apresentação do projeto, em Ponta Delgada, Lucília Luís, da empresa Consulmar, explicou que o porto tem “algumas patologias, alguns problemas de segurança e alguns problemas de operacionalidade”, pretendendo-se que a intervenção resolva estas situações e, em simultâneo, potencie “a operacionalidade do cais comercial”.

Lucília Luís adiantou que o projeto prevê a demolição de “uma série de edifícios que estão em estado quase de pré-ruína”, conseguindo-se, assim, “ganhar mais espaço de terrapleno e, portanto, melhorar a operacionalidade do cais”.

A engenheira esclareceu que, devido a algumas patologias que o cais apresenta, o investimento, da empresa pública Portos dos Açores, contempla “uma estrutura de proteção da atual frente”, além da repavimentação do terrapleno, “incluindo a substituição integral de todas as redes técnicas nele existentes”.

A relocalização do refeitório e a remodelação da portaria são outros dos trabalhos incluídos, assim como a criação de um novo edifício das operações portuárias e algumas dragagens na bacia.

Segundo Lucília Luís, “o avanço de cais será de cerca de 25 metros em relação à frente atual”, passando a haver “uma extensão total de cerca de 380 metros lineares de cais” e um crescimento de 60% da área do terrapleno.

A segunda fase das obras no porto de Ponta Delgada tem um prazo de execução de 36 meses.

A primeira arrancou em janeiro, está orçada em cerca de nove milhões de euros, tem um prazo de execução de 12 meses e visa reforçar o manto de proteção do molhe principal do porto.

Complementar a estas obras, vai ser concretizada a reparação do cais militar (Depósito POL NATO), numa extensão de 210 metros, cujo concurso público foi hoje publicado em Diário da República.

Segundo um comunicado do Conselho de Ministros de abril, as obras serão integralmente suportadas pela NATO, que "aceitou um pedido de financiamento a 100% apresentado por Portugal".

Na sequência de temporais que assolaram os Açores, particularmente as ilhas de São Miguel e Santa Maria, em dezembro de 2015 e janeiro de 2016, a cabeça do molhe do porto de Ponta Delgada ficou danificada, embora a infraestrutura tenha continuado sempre operacional.

Hoje, na sessão de apresentação da segunda fase das obras do porto, o secretário regional dos Transportes e Obras Públicas, Vítor Fraga, salientou tratar-se de “um investimento significativo”.

Vítor Fraga referiu que “parte deste investimento já estava previsto” antes daqueles temporais, assinalando que o porto receberá “investimentos globais de cerca de 46,5 milhões de euros, que permitirão, não só recuperar os danos que a estrutura sofreu, mas também dotá-lo das condições necessárias para servir a economia da região nas próximas décadas”.

“Na prática, será reabilitada a infraestrutura, permitindo com isso, por exemplo, a operação de navios de contentores em linha e no mesmo terrapleno, diminuindo o número de movimentações e ciclos de transporte, melhorando a produtividade e com menor desgaste para os equipamentos do porto”, notou.

Por outro lado, “permite-se também que, no futuro, sejam operados mais 65 mil TEUS (contentores de 20 pés) do que em 2007, ano em que se registou o maior movimento de sempre de mercadorias no porto”, adiantou o governante.

“Como resultado último da concretização deste investimento, não só se garante a integridade infraestrutural do cais comercial, como se potencia a operacionalidade do mesmo, pela concentração da operação de contentores, pela redução do esforço sobre o equipamento e pela mitigação de avarias”, acrescentou.