Secretário-geral da FNE defende em Ponta Delgada mais exigência na qualidade do ensino


 

Lusa / AO online   Regional   10 de Jul de 2010, 17:12

O secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), João Dias da Silva, defendeu hoje, em Ponta Delgada, Açores, a necessidade de melhorar a qualidade e a exigência do ensino que é ministrado nas escolas portuguesas.

“É preciso combater as ideias criadas quanto ao nível de exigência que é pedido aos alunos”, afirmou João Dias da Silva, frisando que “a escola não é apenas para brincar”.

Nesse sentido, criticou as “preocupações exageradas quanto ao conhecimento em áreas transversais, em prejuízo do saber concreto disciplinar que as crianças devem receber na escola”.

João Dias da Silva, que discursava em Ponta Delgada na cerimónia de posse dos novos corpos dirigentes do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), defendeu que “o investimento na educação é fundamental para o futuro”, salientando ser “essencial um investimento na qualidade”.

“Temos que ser exigentes quanto aos conhecimentos que são adquiridos [nas escolas]”, afirmou.

Na sua intervenção, o líder da FNE referiu ainda “os tempos difíceis em que vivemos”, criticando a “opção do governo no sentido de que a crise se resolve aumentando a precariedade no trabalho”.

“O mercado de emprego está cada vez mais selvagem, o que é limitado são os salários, as prestações sociais e os serviços públicos que o Estado deve prestar”, frisou.

Para João Dias da Silva, “o essencial é a aposta em medidas que promovam o crescimento da economia e o desenvolvimento, complementadas com medidas que aumentem o emprego”.

“Recusamos admitir que a única solução no combate contra o défice esteja no aumento dos impostos e na descida dos salários”, afirmou o líder da FNE, frisando que “os trabalhadores não entendem que não haja austeridade na gestão da coisa pública, que não se eliminem gastos supérfluos, ao mesmo tempo que vêm os seus salários baixar”.

A nova direção do SDPA é liderada por Sofia Ribeiro, que prometeu desenvolver “um sindicalismo baseado na concertação”, baseado “num modelo de intervenção pró-ativo”.

“Vamos privilegiar o diálogo, mas não afastamos a luta”, frisou Sofia Ribeiro, que citou Maquiavel para salientar que “ninguém se pode deixar cair à espera que alguém o venha levantar”.


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