Secretário da Educação dos Açores diz que queixas sobre refeitórios "são residuais"

Secretário da Educação dos Açores diz que queixas sobre refeitórios "são residuais"

 

Lusa/AOOnline   Regional   2 de Mar de 2017, 05:11

O secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, disse que as queixas relativas à comida servida nos refeitórios escolares são residuais, tendo-se registado apenas cinco este ano letivo.

 

“O serviço de refeições escolar não é perfeito, porém as anomalias são pontuais e são corrigidas com celeridade. Se assim não fosse, as queixas à direção regional da Educação não seriam tão residuais”, frisou, numa audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Região, na sequência de um requerimento do PPM.

Paulo Estêvão, deputado do PPM, disse que as ementas das cantinas são “muito pobres”, que são escolhidos “alimentos baratos”, que há “pouca diversidade e pouca qualidade” e que as quantidades nem sempre correspondem ao que está no caderno de encargos.

No entanto, para Avelino Meneses as cantinas escolares ainda são “um dos melhores bastiões da nutrição mais racional”, fornecendo refeições “completas, equilibradas, variadas, seguras e nem por isso menos saborosas”.

De acordo com o governante, em 2013/2014 a direção regional da Educação recebeu oito queixas relativas aos refeitórios escolares, nos dois anos seguintes três e este ano letivo cinco.

Ainda assim, a deputada Graça Silveira disse que o CDS recebe “sistematicamente” queixas dos encarregados de educação, acrescentando que a qualidade das refeições decaiu com a contratação de empresas de ‘catering’.

Também a deputada do PSD Maria João Carreiro disse receber queixas dos pais e alertou para o facto de algumas empresas praticarem “preços que não são compatíveis com a qualidade”.

Por sua vez, a deputada do PS Sónia Nicolau salientou que nem sempre o facto de as crianças não gostarem da comida é sinónimo de falta de qualidade, alegando que por vezes são apenas mais saudáveis.

Segundo o secretário regional da Educação, o número de refeições servidas diariamente nas cantinas escolares aumentou nos últimos seis anos, em cerca de 4.000, apesar da redução do número de alunos.

“Não servem somente as estafadas consequências da crise, já que nos últimos tempos os sinais são de evidente retoma. Conta a qualidade da oferta da refeição”, salientou.

Paulo Estêvão considerou, no entanto, que este aumento é reflexo de uma “crise profunda” e da abertura das cantinas em períodos de férias.

Questionado pelo deputado do PPM sobre a frequência do levantamento das condições em que as refeições são servidas, o secretário disse que cabe às escolas fazer uma verificação diária, mas que a direção regional da Educação faz vistorias regulares e vistorias extraordinárias, quando há suspeitas.

Este ano letivo, segundo o governante, foram efetuadas 17 vistorias regulares e três extraordinárias, estando já programadas outras 11.

De acordo com Avelino Meneses, a direção regional da Educação tem atualmente apenas uma nutricionista a efetuar as vistorias, mas está já prevista uma nova contratação.


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