Secretária da Solidariedade Social dos Açores quer mais eficiência na atribuição de apoios

Secretária da Solidariedade Social dos Açores quer mais eficiência na atribuição de apoios

 

Lusa/AO Online   Regional   21 de Nov de 2012, 05:49

A nova secretária regional da Solidariedade Social dos Açores, Piedade Lalanda, defendeu a necessidade de aumentar a "eficiência" na atribuição de apoios sociais no arquipélago.

Falando no plenário do parlamento açoriano, durante a discussão do programa do governo para os próximos quatro anos, Piedade Lalanda disse que é preciso que as ajudas governamentais cheguem a um maior número de pessoas.

"Temos de chegar a mais pessoas, sendo ainda mais eficientes na utilização dos recursos materiais e humanos existentes", frisou a nova titular da pasta da Solidariedade Social nas ilhas.

Piedade Lalanda lembrou também que em "tempos de crise", como os que hoje se vivem no país, deve existir um "sistema solidário de proteção social", precisamente para dar "resposta à crise".

"Não é pondo em causa a existência deste sistema que podemos enfrentar a atual crise, mas é definindo limites e critérios rigorosos na sua aplicação, sem nunca esquecer que estamos perante pessoas e contextos familiares dramáticos", sublinhou.

Por isso, afirmou, é necessário uma "política de discernimento" baseada numa cada vez maior "racionalização e rentabilização" dos recursos disponíveis.

O reforço do Complemento Açoriano de Abono de Família, o aumento da comparticipação regional nas mensalidades das creches e jardins de infância para as famílias com mais de um filho a cargo e o reforço da rede de amas certificadas são algumas das medidas previstas pelo executivo, depois da eleição do presidente Vasco Cordeiro em outubro.

"É intenção deste governo reforçar a capacidade de intervenção da Rede Local de Emergência Sócio-Familiar, dirigida às famílias numerosas, aos agregados familiares monoparentais e aos idosos isolados e dependentes, em parceria com as autarquias", adiantou Piedade Lalanda.

A secretária regional assegurou também que "nenhum idoso será votado ao isolamento ou ao abandono" por falta de apoio ao domicílio.

As declarações de Piedade Lalanda não evitaram, no entanto, algumas críticas dos deputados do CDS e do PPM, que recordaram que os Açores continuam a ser "uma das regiões mais pobres do país".

Artur Lima, do CDS, acusou mesmo os anteriores executivos socialistas açorianos de terem andado a "dar apoios a quem não precisa" e a construir instalações sociais "sem qualquer utilidade".


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