Secretaria da Saúde dos Açores averigua cumprimento de notificação de casos de leptospirose

Secretaria da Saúde dos Açores averigua cumprimento de notificação de casos de leptospirose

 

Lusa   Regional   20 de Jan de 2016, 13:06

A Secretaria Regional da Saúde dos Açores anunciou hoje que vai averiguar o cumprimento da declaração de casos de leptospirose, depois de terem sido divulgadas na comunicação social situações que não chegaram ao conhecimento da tutela.

"A Autoridade Regional de Saúde solicitou à Direção Geral da Saúde a averiguação da falta de notificação obrigatória referente à existência de casos de leptospirose na ilha Terceira", adiantou fonte da tutela, em declarações à Lusa.

A leptospirose, uma doença transmitida através da urina de ratos, deve ser declarada obrigatoriamente pelos médicos num tempo máximo de 24 horas.

Segundo fonte da Secretaria Regional da Saúde, o pedido de averiguação surgiu na sequência de declarações prestadas por uma médica do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira à RTP/Açores, em que confirmava a existência de casos de leptospirose, que não foram declarados no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE).

A Lusa contactou o Hospital da Ilha Terceira, que remeteu esclarecimentos para sexta-feira.

De acordo com a tutela, registaram-se 18 casos de leptospirose nos Açores, em 2015, não tendo ainda sido notificados casos em 2016.

No entanto, a Secretaria Regional da Saúde não tem qualquer registo de casos verificados na ilha Terceira, apenas nas ilhas de São Miguel (11), Pico (seis) e Faial (um).

De acordo com a tutela, a Lei n.º 81/2009 de 21 de agosto prevê que o incumprimento da notificação de casos de leptospirose seja punido com coimas de 100 a 10.000 euros para pessoas singulares e de 10.000 a 25.000 euros para pessoas coletivas.

Um estudo apresentado em 2009 sobre o período entre 1993 e 2008 indicava que nos Açores a incidência desta doença era 10 vezes superior ao resto do país, calculando-se uma média anual de 11,1 casos por 100 mil habitantes.

Segundo Ana Rita Eusébio, coordenadora regional de Saúde Pública, a elevada incidência da leptospirose nos Açores é justificada em parte pelas "condições de humidade e temperaturas médias características do clima subtropical", sobretudo entre os meses de setembro e janeiro.

"Estas condições climatéricas, juntamente com a vasta densidade de roedores nas ilhas, associadas a uma maior sensibilização da população e dos clínicos para a ocorrência desta doença, são fatores que têm contribuído para um crescente número dos casos detetados", salientou.

 

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