“Se nos enganarmos no tráfego das SCUT o problema é nosso"

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Paulo Simões/Rui Jorge Cabral   Regional   14 de Mar de 2010, 07:30

O presidente da Euroscut Açores, Vítor Santos, diz em entrevista ao programa 'Conversa Fiada' da Rádio Açores/TSF-Açoriano Oriental, que não há risco de derrapagem financeira para a Região e assegura que as SCUT estão a ser feitas com respeito pelo Ambiente

Quantos trabalhadores tem actualmente a Euroscut Açores?

Há que distinguir entre a Euroscut Açores e o construtor que está a fazer a empreitada.

A Euroscut Açores, em si, tem cerca de 15 trabalhadores, emprega indirectamente mais 30 e vai admitir até ao próximo ano até ficarmos com cerca de 50 pessoas. No entanto, a construtora, a Vialscut Açores, tem neste altura cerca de 500 pessoas a trabalhar para ela e se tivermos em conta os trabalhadores indirectos chegamos às 800 pessoas.

Destes, quantos são açorianos?

À volta de 70 por cento dos trabalhadores são açorianos e os restantes são, na sua maioria, do Continente.

A construção das SCUT não foi pacífica e continua a levantar alguma discussão. Qual a sua opinião sobre esta polémica?

Os nossos interlocutores nesta altura são a Região Autónoma dos Açores, com quem temos uma boa relação e as pessoas que estamos a expropriar para construir as estradas.

Entre expropriados, proprietários de terrenos e arrendatários, temos cerca de duas mil pessoas que vamos expropriar e temos já acordos fechados com cerca de 90 por cento dessas pessoas. Quer isto dizer que temos tido uma boa relação com as pessoas, porque na sua grande maioria, os acordos têm sido amigáveis.

Embora outros não tenham sido nada amigáveis...

Mas isto é inevitável numa obra superior a 300 milhões de euros. É impossível não haver alguém que se sinta afectado, quando vê uma estrada a passar perto da sua casa. Isso afecta-lhe o seu dia-a-dia. Reconhecemos isso, mas são poucas as situações desse género.

Nas obras em Portugal, as derrapagens financeiras são normais. Nesta obra, qual é a margem de erro?

Nenhuma... O nosso contrato é firme. Fazemos o investimento e começamos a ser ressarcidos no início de 2012, em função do tráfego que circular nas vias, através da atribuição a cada veículo de uma tarifa. Se nos enganarmos no tráfego e nas nossas previsões em geral, o problema é nosso...

Leia a entrevista na íntegra no jornal Açoriano Oriental de Domingo, 14 de Março de 2010.


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