Obras públicas

SCUT construída pelo valor inicialmente previsto

SCUT construída pelo valor inicialmente previsto

 

Lusa/AO online   Regional   30 de Out de 2011, 13:19

O Eixo Nordeste do projeto SCUT de S. Miguel foi realizado sem derrapagem financeira e os valores anuais a pagar pela obra correspondem ao que foi inicialmente previsto, afirmou hoje Carlos César, presidente do Governo dos Açores.

“O valor atualizado do investimento em 2012 é de 487,4 milhões de euros, o que corresponde exatamente ao valor previsto em 2006 de acordo com a taxa de atualização definida contratualmente”, frisou o presidente do executivo regional. Carlos César falava na inauguração de 25 quilómetros de via rápida entre Barreiros e Nordeste, na costa norte de S. Miguel, que reduzem para metade o tempo de viagem entre Ponta Delgada e o Nordeste. Na sua intervenção, frisou também que “o valor da prestação a pagar em 2013 representa apenas 0,6 por cento do PIB Regional”, tal como foi afirmado na cerimónia de assinatura do contrato de concessão em dezembro de 2006. Numa resposta às recentes críticas do PSD sobre o valor que a Região vai pagar anualmente por esta obra, Carlos César garantiu ainda que, tal como afirmou em dezembro de 2006, “a prestação média anual representa 3,4 por cento do investimento público previsto”. Por outro lado, recordou que, em 2001, quando o parlamento regional aprovou o concurso para esta concessão rodoviária, foi estimado um pagamento anual de 25 milhões de euros, considerado pela oposição como sendo comportável pelo orçamento da região. O Governo dos Açores, como revelou na quinta-feira o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, estima que a prestação a pagar em 2012 ascenda a cerca de 22,8 milhões de euros. Hoje, num ambiente de festa popular, com centenas de pessoas a acompanhar, Carlos César destacou a importância desta “extraordinária obra”, que frisou ser “o maior investimento alguma vez realizado nos Açores”, salientando reduzir em 13,4 quilómetros a distância a percorrer entre Ponta Delgada e Nordeste. “Até há poucos anos não era difícil conhecer pessoas mais idosas que, vivendo em Ponta Delgada, não conheciam o Nordeste e, residindo no Nordeste, nunca tinham viajado até Ponta Delgada”, afirmou, acrescentando que a via rápida hoje inaugurada “é uma obra para muitas gerações”. Nesse sentido, salientou que a redução para metade do tempo de viagem entre Ponta Delgada e Nordeste permite que as “oportunidades aumentam na mesma proporção para o dobro”. “É um desafio que, não só o Nordeste, como todos os concelhos de S. Miguel devem procurar transformar em vitórias”, afirmou.  Na sua intervenção, Carlos César recordou a falta de condições das estradas do arquipélago quando chegou ao governo regional, em 1996, revelando que desde essa altura foram construídos e reabilitados mais de 1.100 quilómetros de estradas em toda a região.


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