Saúde e agricultura entre as preocupações do Conselho de Ilha de São Jorge

Saúde e agricultura entre as preocupações do Conselho de Ilha de São Jorge

 

LUSA/AOnline   Regional   29 de Mai de 2016, 11:06

A ilha de São Jorge, nos Açores, quer que o Governo Regional defina anualmente o número de deslocações de especialistas médicos e pede que as medidas de apoio ao setor leiteiro cheguem a todo o arquipélago.

As reivindicações constam num memorando que o Conselho de Ilha de São Jorge vai abordar com os membros do Governo Regional na segunda-feira, no âmbito do primeiro dia da visita estatutária que o executivo açoriano realiza àquela ilha, documento a que a Lusa teve hoje acesso.

Os conselhos de ilha são um organismo consultivo que integra autarcas e representantes dos sindicatos, associações empresariais e outras entidades ligadas ao ambiente, pescas ou agricultura.

Ainda em matéria de saúde, além de apontar “dificuldades” de ligação com o número de emergência, esta entidade refere que há relatórios e exames médicos efetuados noutras ilhas que “levam meses e meses” até os resultados serem rececionados, e questiona, de novo, o executivo açoriano se pretende avançar com a construção de um heliporto na ilha.

No setor agrícola, o Conselho de Ilha quer que o Governo Regional “coopere de forma a possibilitar um aumento do preço do leite pago ao produtor”, defendendo que “o montante adicional (45 euros) ao setor leiteiro para as ilhas Terceira e São Miguel” deve ser alargado a todas as ilhas “sem exceção”.

Os conselheiros apontam, também, “a diminuta capacidade de resposta do matadouro da ilha”, preconizando a construção de uma moderna infraestrutura, e reclamam uma “solução sustentável tripartida” (Instituto Regional de Ordenamento Agrário, municípios e lavoura) no abastecimento de água à agricultura, dado ser “extremamente dispendioso” para as câmaras.

Em matéria de acessibilidades, o Conselho de Ilha refere que São Jorge tem as “piores estradas/bermas”, além do “mais baixo orçamento da região por quilómetro de estrada”.

“O orçamento alocado a esta área não permite resolver problemas como a drenagem pluvial, a sinalização vertical e horizontal, segurança com proteção de zonas perigosas e vedação de animais, sobretudo em zonas de nevoeiro, reconstrução de muros e embelezamento de bermas”, alerta o memorando, no qual se repetem pedidos de anos anteriores.

A publicação atempada dos horários da empresa de transporte de passageiros e viaturas AtlânticoLine e da companhia aérea SATA, para facilitar a deslocação de turistas à ilha, é outro dos pedidos do Conselho de Ilha de São Jorge, que pergunta, igualmente, sobre o ponto de situação do plano de desenvolvimento integrado das fajãs.

Os conselheiros querem saber que infraestruturas vão ser criadas no âmbito deste plano, mas avisam para a necessidade de não serem esquecidos “os locais e as pessoas que as visitam ou nelas habitam”.

A visita estatutária a São Jorge, a última da legislatura a esta ilha, termina na quarta-feira. É uma imposição do Estatuto Político-Administrativo dos Açores que determina que o executivo regional deve visitar cada uma das ilhas do arquipélago pelo menos uma vez por ano e que o Conselho do Governo reúna na ilha visitada.

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