SATA ultrapassará "com sucesso" desafio da liberalização aérea

SATA ultrapassará "com sucesso" desafio da liberalização aérea

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Dez de 2014, 13:07

O secretário regional do Turismo e Transportes dos Açores disse hoje que a companhia aérea açoriana SATA ultrapassará "com sucesso" o novo desafio da liberalização dos voos para S. Miguel e Terceira em 2015.

“Naturalmente que as regras são outras, o enquadramento é outro, mas estamos confiantes de que [a SATA] ultrapassará este novo desafio com sucesso como sempre tem feito ao longo da sua história”, afirmou Vitor Fraga, que participou hoje na conferência de imprensa da companhia aérea de baixo custo Ryanair, em Ponta Delgada.

A 31 de outubro, o Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC) informou todas as operadoras aéreas de que o Governo pretendia liberalizar, com efeitos operacionais no verão IATA 2015, o transporte aéreo entre a ilha Terceira e o território continental, bem como entre Ponta Delgada (Aeroporto João Paulo II) e o território continental, portanto as rotas Lisboa/Ponta Delgada/Lisboa, Lisboa/Terceira/Lisboa, Porto/Ponta Delgada/Porto e Porto/Terceira/Porto.

A companhia aérea de baixo custo Ryanair anunciou hoje que começa a voar para os Açores a partir de 01 de abril, disponibilizando viagens entre Ponta Delgada, Lisboa, Porto e Londres, num total de 20 voos semanais.

Também a easyJet revelou, na quinta-feira, que inicia no final de março voos entre Ponta Delgada e Lisboa, disponibilizando quatro voos semanais.

Como principal acionista da SATA, o Governo dos Açores acredita que a transportadora aérea tem futuro e saberá viver em concorrência.

“A SATA tem um caminho a seguir. Nós temos total confiança no Conselho de Administração, quer em todos os colaboradores do grupo SATA, para ultrapassarem mais este desafio”, disse Vitor Fraga, alegando que ao longo de 65 anos de história a companhia aérea açoriana tem conseguido ultrapassar vários desafios.

Vitor Fraga assegurou que “não há qualquer tipo de apoio da região para as operações no âmbito das rotas domésticas, rotas nacionais”, depois de o Bloco de Esquerda/Açores ter questionado, na terça-feira, o Governo Regional sobre contrapartidas que possam ser concedidas às companhias aéreas de baixo custo que operem para a região e sobre o preço máximo cobrado pelas passagens.

"Neste momento, sabe-se que o consumidor final, residente nos Açores, pagará, no máximo, após reembolso, 134 euros, mas o Governo ainda não esclareceu qual será o valor máximo que o consumidor irá pagar no momento da compra do bilhete, antes de receber o reembolso", frisou a deputada Zuraida Soares, num comunicado de imprensa.

Apesar disso, o governante disse que isso não inviabiliza a utilização “dos canais de grande projeção mediática que essas companhias têm e que chegam a milhares e milhares de pessoas para promover a região”.

O novo modelo de ligações aéreas, que estará em vigor em 2015, garante que os residentes nos Açores pagarão, no máximo, 134 euros pelas viagens ao continente e, se a companhia aérea lhes cobrar mais do que isso, serão posteriormente reembolsados da diferença pela administração central.


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