SATA diz que greve de tripulantes de cabine é "infundada"

SATA diz que greve de tripulantes de cabine é "infundada"

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jun de 2010, 08:23

A SATA Air Açores considerou hoje “infundada” e “altamente prejudicial à companhia” a greve de quatro dias dos tripulantes de cabine, marcada para o início de julho, e rejeita a acusação sindical de violar o acordo de empresa.

Em comunicado enviado hoje à Lusa, a companhia adianta que a greve decretada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), entre 2 a 5 de julho, vai afetar 220 voos e mais de 17 mil clientes.

No diferendo com o sindicato, a SATA afirma que o que está em causa é a substituição temporária de cinco chefes de cabine da empresa, que, “por motivos temporários de doença ou maternidade, estão impossibilitados de desempenhar as suas funções”.

Segundo a SATA, para ultrapassar esta “indisponibilidade temporária”, foi proposto a dois assistentes de bordo, “legalmente habilitados para o efeito”, que assumissem a função de chefe de cabine, e respetiva remuneração, em regime de substituição, o que é legalmente possível pelo Código do Trabalho e pelo acordo de empresa.

“Na revisão do acordo que foi efetuada conjuntamente em 2 de fevereiro de 2010, deixou de se contemplar qualquer limitação ao tempo de trabalho em funções de outra categoria profissional”, defende a SATA.

A empresa rejeita a posição do sindicato, de que esta nomeação seja feita “com carácter definitivo”, alegando que, quando terminar a necessidade de substituição dos profissionais, a SATA “iria ficar com chefes de cabine a mais face às necessidades da operação, com os consequentes custos associados”

Ou então, afirma a empresa, “os recém-nomeados chefes de cabine regressavam às funções de assistentes de bordo, com um vencimento correspondente a cerca do dobro do auferido pelos restantes assistentes de bordo, situação que, na ótica da SATA, está longe de ser justa”.

No dia 09 de junho, aquando do anuncio da greve, o vice-presidente do SNPVAC, Henrique Martins, acusou a transportadora aérea açoriana de "não cumprir o acordo de empresa que assinou em fevereiro", frisando que está em causa "a nomeação de chefes de cabine com caráter temporário, contra o que está estipulado no acordo da empresa".


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