SATA anuncia queixa no Ministério Público por divulgação de plano de negócios na internet

SATA anuncia queixa no Ministério Público por divulgação de plano de negócios na internet

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Jan de 2015, 11:13

A companhia aérea SATA anunciou hoje ter apresentado uma queixa no Ministério Público por ter sido divulgado na internet um "documento confidencial" da empresa, que define a sua estratégia até 2020.

"Na sequência da distribuição por meios digitais, através da Internet, de um documento confidencial e propriedade da companhia, o grupo SATA entendeu apresentar queixa no Departamento de Investigação e Ação Penal dos Açores", lê-se num comunicado da empresa.

Segundo o mesmo texto, a divulgação do documento "é um ato que atenta contra os interesses e imagem da SATA e, deste modo, constitui-se como um ilícito que configura a prática dos crimes, entre outros, de ofensa a organismo, serviço ou pessoa coletiva agravado e de violação de segredo agravado”.

"Perante a gravidade da situação, à SATA não resta outra alternativa que não seja a de recorrer à justiça com vista à salvaguarda e defesa da sua imagem e interesses, assim como defender e assegurar o respeito para com o desenvolvimento da atividade empresarial de uma companhia que trabalha para os Açores e para os açorianos há 67 anos, património que deve merecer a maior consideração", continua o texto.

A transportadora aérea dos Açores diz, ainda, que pretende desta forma "defender todos os colaboradores da SATA e a consideração que merece o seu trabalho e dedicação", assim como "os seus clientes e todos aqueles que, de algum modo, se relacionam com a SATA".

O documento foi divulgado nas redes sociais nos últimos dias, depois de ter sido citado e exibido no plenário do parlamento da região autónoma, na terça-feira, pelo presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas.

O título do documento é "Business Plan 2015-2020", o mesmo de um outro que foi apresentado aos deputados da comissão de Economia do parlamento açoriano na semana passada.

No entanto, a versão entregue aos deputados tem cerca de 40 páginas e o documento conhecido esta semana tem 251.

Segundo Duarte Freitas, o documento maior é o verdadeiro plano de desenvolvimento estratégico da SATA até 2020 e integra informação sobre a situação financeira de "insustentabilidade" da empresa que o Governo Regional, o único acionista da companhia, quis "deliberadamente" esconder dos deputados.

O secretário regional dos Transportes, Vítor Fraga, já negou a acusação e garantiu que "só há um plano", o que foi entregue aos deputados e condenou a divulgação de "documentos de trabalho" da empresa.

"A SATA vive num ecossistema concorrencial, a informação reservada que diz diretamente respeito à sua organização, à sua estrutura de negócio, deve ser mantida nesse âmbito. Não vemos a estratégia de outras empresas de âmbito privado na praça pública. O pior serviço que podemos fazer é expor desta maneira a SATA", afirmou.

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