Sociedade

São Miguel soma Lojas EcoSolidárias em projeto em expansão nos Açores

São Miguel soma Lojas EcoSolidárias em projeto em expansão nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Dez de 2012, 13:33

O conceito de Loja EcoSolidária está em expansão nos Açores em época de crise, tendo sido formada em São Miguel, há cerca de três meses, uma rede constituída por instituições e associações que recolhem roupa usada com fins solidários.

"Criámos esta rede depois de termos constatado que várias instituições tinham lojas de venda de roupa usada com fins solidários e formou-se assim um princípio de entreajuda neste movimento de solidariedade", afirmou Leonardo Sousa, coordenador da Associação Solidaried'arte Açores, em declarações à Lusa. A rede, criada por iniciativa da Solidaried’arte - Associação de Integração pela Arte e Cultura, tem instituições das freguesias da Fajã de Cima, dos Arrifes, da Lagoa e dos Fenais da Ajuda, onde existem lojas solidárias, mas conta também com parcerias da Escola Canto da Maia, da Casa de Saúde de São Miguel, do Instituto para o Desenvolvimento Social dos Açores, do Centro de Recursos e Apoio e Emergência Social e das câmaras de Ponta Delgada, Lagoa e Ribeira Grande. Numa destas lojas uma peça de vestuário ou um par de sapatos têm preços "simbólicos" que variam entre os cinquenta cêntimos e 1, 50 euros, mas também pode valer um apoio para famílias carenciadas, segundo Leonardo Sousa. "Estas lojas têm estes preços simbólicos e as vendas são depois aplicadas em projetos na comunidade onde estão inseridas", explicou, acrescentando que as peças de roupa que não são comercializadas são reaproveitadas - caso, por exemplo, de botões ou de um simples fecho de roupa. Estas lojas "apresentam duas características comuns: a vertente ecológica, pois visam a reutilização de bens materiais, e a vertente solidária, porque vendem os seus produtos a preços simbólicos e no final as receitas geradas revertem para a compra de bens necessários a famílias carenciadas", disse. Além da venda de vestuário ou calçado que é doado, a rede promove "a recolha de loiça, mobílias e colchões para doar a famílias mais carenciadas". O aumento do número de casos de pessoas com necessidades financeiras levou ao surgimento deste tipo de estabelecimentos, mas não foi o único motivo. "Estas lojas não apareceram só por causa da crise, mas também porque queremos que elas contribuam para a promoção e integração social das famílias", frisou Leonardo Sousa. Este projeto solidário vai permitir ainda a realização, na cidade de Ponta Delgada, hoje e no domingo, do 1.º Feirão da Rede de Lojas EcoSolidárias, onde estarão à venda vários produtos a preços simbólicos, revertendo a receita para o apoio a famílias em situação de carência económica e social. O coordenador da Solidaried’arte adiantou ainda que "vão ser disponibilizados no Feirão, pela autarquia da Lagoa, contentores onde poderão ser colocados brinquedos ou peças de vestuário que a rede vai recolher posteriormente "uma vez por semana". Este feirão volta a abrir portas nos dias 15 e 16 de dezembro.


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