Santos Silva avisa PSD que EUA não devem 167 ME à ilha Terceira

Santos Silva avisa PSD que EUA não devem 167 ME à ilha Terceira

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   22 de Fev de 2017, 16:40

O ministro dos Negócios Estrangeiros avisou o PSD que a compensação de 167 milhões de euros anuais, alegadamente devida pelos Estados Unidos aos Açores para recuperação das Lajes, "vale zero".

Em causa está uma medida no Programa de Revitalização Económica da Ilha Terceira, que o Governo Regional dos Açores enviou ao anterior executivo (PSD/CDS-PP) que prevê, entre outras medidas, "um programa de apoio estrutural à ilha Terceira, cujo financiamento deve ser assegurado pelo Governo dos Estados Unidos", na ordem dos 167 milhões de euros anuais, recordou hoje o deputado do PSD António Ventura, durante uma audição ao ministro Augusto Santos Silva na comissão de Assuntos Europeus.

"O Governo [anterior] não teve tempo de pôr em prática essas medidas e o PS sempre disse que eram para cumprir", referiu.

Santos Silva disse que essa referência, contida no programa, o deixou "absolutamente estupefacto".

"Esses 167 milhões de euros que estão num programa aprovado pelo anterior Governo valem zero", disse o chefe da diplomacia portuguesa, depois de referir que as autoridades norte-americanas desconhecem qualquer valor a pagar a Portugal.

"Não é a melhor forma de fazer política externa e de ter uma relação bilateral condigna, para dizer o menos. Ninguém aprova uma coisa que exige a um Governo nacional que exija a um Governo estrangeiro que financie em 167 milhões de euros o orçamento nacional do país sem sequer contactar antes o Governo estrangeiro. A diplomacia da canhoneira já acabou, senhor deputado", criticou o ministro.

Sobre a base das Lajes, Santos Silva afirmou que Portugal está a discutir com as autoridades norte-americanas três cenários: que reponderem a decisão de reduzir o contingente militar; que participem, juntamente com outros países, no centro internacional dos Açores dedicado à investigação sobre oceanos, clima e espaço; e um trabalho bilateral e com outros países para a construção de um centro de segurança atlântica, recuperando assim uma proposta norte-americana, que permitiria utilizar capacidade remanescente das Lajes.


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